A serviço do agricultor
O agrônomo Nelson Harger, da Emater de Apucarana, garante que no Paraná a assistência técnica oficial, junto de pesquisadores, cooperativas e técnicos de empresas privadas, estão unidos no combate e controle da ferrugem. No caso da Emater o trabalho tem sido o de capacitar os técnicos para levarem a informação ao produtor e ajudá-lo a conviver com a doença na soja.
O agricultor do Paraná tem também à sua disposição o serviço de empresas privadas, dispostas a ganhar a sua fidelidade, como os centros de diagnose e as áreas sentinela.
O centro de diagnose é um tipo de laboratório que não dá laudo, só identifica a presença ou não da ferrugem ou de outras doenças, garante Jorge Rodrigues, gerente de marketing da Bayer, empresa que financia o projeto.
Basta colher uma porção de 10 a 15 folhas, das partes baixas das plantas, onde há suspeita da ferrugem e levar até um dos 11 centros instalados no Paraná. Em Londrina há um no Sindicato Rural. Em minutos o resultado estará pronto e o agricultor pode consultar um técnico da assistência oficial ou privada para saber o que fazer.
O projeto de plantios em áreas chamadas de sentinela, instaladas 20 dias, em média, antes da época normal de cultivo, serve para verificar se existem ''esporos'' no ambiente do fungo causador da ferrugem. A explicação é do agrônomo Marcos Basso, da Syngenta, empresa que desenvolve o projeto. ''Se ele (o fungo) aparece no plantio sentinela é sinal de que a probabilidade é grande de ocorrer na safra,'' garante Basso.
Segundo Basso, se o fungo da ferrugem for identificada no plantio sentinela a recomendação é fazer a aplicação preventiva nas lavouras para o controle da doença, antes que o fungo se espalhe pelo vento.
''Os plantios sentinela, geralmente em pequenas áreas, têm como foco principal 'antecipar' as decisões do agricultor'', garante Basso, que pode planejar melhor toda a sua safra, inclusive previnindo-se contra outros possíveis problemas. (C.B.)





