A safrinha reage
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sexta-feira, 18 de junho de 2004
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
A colheita do milho safrinha está em andamento e a estimativa de produção chega aos 9,7 milhões de toneladas. No Paraná, maior produtor de milho do País, 4% da safrinha já foi colhida e a previsão é produzir 3,9 milhões de t.
Este valor é 35% menor que o produzido em 2003. Segundo o engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), Otmar Hubner, o motivo é a seca que atingiu a lavoura nos meses de fevereiro e março e a redução de 18% da área de cultivo, que passou de 1,3 milhão de hectares para 1,1 milhão.
As lavouras das regiões de Apucarana, Francisco Beltrão, Irati, Ivaiporã e Jacarezinho fazem parte dos 16% da safra que já estão na fase de maturação. De acordo com Hubner, 53% do milho paranaense está em frutificação, 27% em floração e 4% ainda está em desenvolvimento vegetativo.
''O comportamento da lavoura é ótimo, já que a estiagem de março foi compensada por um importante período de chuvas em maio.'', explicou o engenheiro agrônomo.
Nos demais estados produtores, a colheita está no ápice e deve terminar em julho. Em Minas Gerais, segundo maior produtor brasileiro de milho safrinha, a expectativa é colher 2 milhões de toneladas. Os produtores sul-matogrossenses devem colher 1,6 milhão e os paulistas, 896 mil toneladas.
Safra principal Mais de 97% da safra paranaense de milho já foi colhida, totalizando cerca de 7,4 milhões de toneladas, 11% a menos que em 2003. O motivo da redução é a diminuição de 9% da área de plantio.
Somada aos demais estados produtores, a produção brasileira de milho deve girar em torno de 32,9 milhões de toneladas, com destaque para o Paraná, Minas Gerais, com 5,7 milhões de toneladas, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com 3,9 milhões e Goiás, com 2,4 milhões de t.
A soma da safra principal e da safrinha, segundo o Deral, resultará em 42,6 milhões de toneladas e deverá atender ao consumo interno de 40,4 milhões de t. Isso só será possível graças ao estoque inicial, estipulado pela Conab em 6,5 milhões de t de milho para 2004.
No quesito exportação, o Brasil deverá vender 5 milhões de t de milho este ano. ''A princípio não haverá falta de milho e o preço deverá permanecer estável'', estimou Hubner.
Preços Após quatro meses de alta, os preços do milho começaram a recuar nas principais regiões de comercialização do país. No oeste do Paraná, as cotações ao produtor caíram 13% desde o início do mês, e as cooperativas pagam atualmente R$ 16,50 pela saca de milho ao produtor.
Segundo informações do Deral, os produtores paranaenses receberam, na semana passada, em média, R$ 17,60 por saca. A média, em maio, foi de R$ 18,96.


