Produtores querem estimular o consumo da carne suína e para isto investem em tecnologia e qualidade. O ano passado foi considerado um dos melhores para a suinocultura brasileira, em termos de produtividade, mas o consumo ainda é baixo comparado com outros países. Dados da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos mostram que o brasileiro consome apenas de 9 a 10 kg/habitante/ano, enquanto nos países europeus o consumo fica entre 30 e 40 kg/ano por habitante.
O coordenador suinícola do 1º Congresso Brasileiro de Aves e Suínos, Jefferson Guilen Soares, que é professor da UEL e vice-presidente da Associação Paranaense de Suinocultores, informa que as tecnologias disponíveis hoje para os produtores são bastante avançadas. ‘‘Não ficamos a dever nada para os outros países, mas o nosso principal problema é a questão de mercado’’.
Jefferson, que é especilista com tese de doutorado em Inseminação Artificial, diz que as novas tecnologias de reprodução permitem um aumento no número de leitões, mas é preciso desenvolver condições sanitárias para evitar perdas por motivos de doenças. Durante o congresso os destaques das palestras são ‘‘As enfermidades a vírus e a situação no Mercado Comum Europeu’’, ‘‘As enfermidades de relevância no Brasil e a situação no Mercosul’’.
Outra grande preocupação de produtores e indústrias, lembrada pelo professor Jefferson é a destinação dos resíduos da produção da indústrria avícola e suinícola. ‘‘As empresas e produtores brasileiros estão preocupados em estabelecer normas para evitar os problemas de poluição, como já aconteceu em países da Europa e nos Estados Unidos’’, completa.(C.C.)

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