A nutrição com maior eficiência
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sexta-feira, 26 de setembro de 1997
Silvana Leão 
Fornecer micronutrientes às plantas através das folhas pode significar rapidez na absorção e economia de produto. Por isso a tecnologia vem sendo aperfeiçoada nos últimos anos e hoje já existem produtos capazes de realizar com grande eficiência a tarefa de suprir as carências nutricionais de um vegetal. Um exemplo é a polihexose, substância utilizada como coadjuvante em determinados fertilizantes desenvolvidos para aplicação foliar, aumentando o seu poder de ação.
Formada pelo conjunto de 12 diferentes produtos orgânicos, a polihexose aumenta, por exemplo, a aderência dos micronutrientes, evitando perdas em caso de chuvas. Também facilita a distribuição do produto na folha, mantendo a umidade no tempo exigido pela planta até a total absorção.
O pouco necessárioSegundo o engenheiro agrônomo José Guidolin, de Uberaba (MG), que esteve em Londrina na semana passada para dar palestra dirigida a técnicos, sobre nutrição vegetal, os micronutrientes, embora aplicados em menor quantidade, são tão importantes quanto os macronutrientes (assim chamados justamente por serem usados na proporção de quilo por hectare, e não gramas por hectare, como os micronutrientes). Ele cita como exemplos de macronutrientes o nitrogênio, o fósforo, o potássio, o cálcio, o magnésio e o enxofre. Entre os micronutrientes estão o zinco, o boro, o cobre, o manganês, o ferro e o molibdênio.
Na Natureza continua valendo a lei do mínimo, que diz que a produção da planta será limitada pelo nutriente que estiver em menor quantidade, lembra o agrônomo. Para exemplificar as vantagens da aplicação de micronutrientes via foliar, Guidolin aponta o caso do manganês na cultura da soja. Se for aplicado no solo, serão necessários de 3 a 14 kg/ha para um bom rendimento. Nas folhas, 100 gramas/ha seriam suficientes para alcançar o mesmo rendimento.


