A necessidade é de política agrícola
Não existe política agrícola. E essa falta de visão custa caro, é como um câncer no meio agrícola
Pioneiro na implantação do Sistema de Plantio Direto (SPD) no Brasil e atualmente presidente da Febrapdp, Herbert Bartz, de Rolândia, afirma que há atualmente uma preocupação com o descaminho que tem acontecido com o plantio direto. ''E hoje já não se discute se faz ou não faz o SPD. Já é um sistema reconhecido e agora discutimos a qualidade do processo'', frisa.
Nesse sentido, observa o agricultor, a discussão sobre a necessidade e as técnicas de implantação de terraceamento se fazem necessárias. Contudo, essa prática sozinha não resolve. ''Precisa vir acompanhada de outras medidas. Obrigar o produtor a fazer isso, simplesmente, não resolve. É uma medida importante, mas simplória'', reitera Bartz. Segundo ele, o agricultor precisa ter consciência de sua atuação social e ambiental e, por outro lado, deve ser apoiado para isso.
O apoio seria, na opinião dele, o estabelecimento de uma política agrícola de curto, médio e longo prazos. ''Política que premiasse o produtor que adota boas práticas na lavoura com créditos maiores e juros menores'', exemplifica. Uma política inteligente, acrescenta Bartz, seria a que tornasse o cultivo do milho, carro-chefe do plantio direto, economicamente interessante. ''E não existe política agrícola. E essa falta de visão custa caro, é como um câncer no meio agrícola''. (E.Z.)





