A função dos piquetes na produção leiteira
Os recursos do Pronaf e a orientação da Emater estão ajudando Valdomiro Dutra a produzir leite em 1,5 hectare no sistema de piquete.
Com a estiagem, o produtor consegue colocar sete animais no pasto, aumentando para 13 na época da chuva.
''Quando me falaram de adubação em pasto, eu achava isso o fim. Fui criado numa região onde a gente usava a terra com produção de milho até não dar mais nada. Aí quando entrei no projeto da Emater, passei a ir no dia de campo e comecei a adubar. Minhas vacas produziam de cinco a seis litros. Hoje chegam a produzir 14 litros de leite. A minha média anual é de 9 litros. Quem trabalha com irrigação alcança uma média melhor, mas para os que trabalham só a base de pasto esse é o melhor sistema'', avalia Dutra.
O produtor também aprendeu que gestão economômica não é um bicho-papão e que os gastos e as receitas devem ser contralados na ponta do lápis.
''Tendo também todo o acompanhamento sanitário e controle de doenças fica fácil planejar a propriedade'', acrescenta Dutra.
Para a mulher do produtor rural, Jovelina Dutra, 50 anos, a assistência técnica é sinônimo de facilidade para trabalhar a terra.
Solo cultivado também pela cultura que a maioria das famílias do assentamento trouxe do sudoeste, onde as mulheres, tradicionalmente, são responsáveis pela ordenha dos animais.
''Quando a gente chegou aqui, eu plantei grãos. Esse pasto foi depois da decepção com o soja. Eu aprendi com a minha mulher a tirar leite. A minha idéia é estar aumentando a produção. Hoje produzo de 90 a 100 litros por mês. Já cheguei a tirar 170 litros. Nos próximos dois anos quero atingir os 300 litros de leite. A gente ainda não explorou todo o potencial da propriedade, sendo que existe propriedade de 4 alqueires que consegue uma produção de 600 litros'', conclui Dutra, olhando através do pasto, o futuro no horizonte. (F.L.)





