Melhorar a qualidade dos produtos agrícolas, a capacidade de gestão da propriedade e ampliar as relações com o mercado são os maiores desafios dos agricultores familiares brasileiros. Conforme dados da Secretaria de Agricultura Familiar, órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), já são 13,9 milhões de pequenos produtores em mais de 4 milhões de estabelecimentos rurais no Brasil.
  Ainda segundo informações da secretaria, essas famílias são responsáveis pela produção de cerca de 60% dos alimentos consumidos no País e mais de 35% do valor bruto produzido pela agropecuária nacional. Feijão, mandioca, milho, leite, aves e suínos são o carro-chefe deste segmento. No Paraná, das cerca de 370 mil propriedades rurais, mais de 320 mil são de agricultores familiares, que respondem por quase 50% da produção estadual.
  Atento à realidade do campo paranaense, o Serviço de Apoio à Pequena Empresa (Sebrae) tem orientado produtores, visando o fomento, promoção e desenvolvimento da agroindústria familiar. Em Maringá, por meio do Programa de Desenvolvimento do Setentrião Paranaense (Pró-Amusep), o Sebrae já contempla 350 famílias de pequenos agricultores.
  Segundo o coordenador do fórum regional de desenvolvimento do Pró-Amusep, José Ernesto Tavares, o programa é fruto de uma parceria entre Sebrae, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura
(Crea), Sindicato Rural de Maringá, Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), Emater, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Centro Universitário de Maringá (Cesumar), Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), prefeituras e federações da agricultura.
  ‘‘As lideranças municipais apontam as demandas, que são repassadas ao fórum regional, responsável pela articulação de pessoal, formulação de propostas e captação de recursos’’, explica Tavares. Hoje, são tocados dois projetos de formação e quatro de geração de renda. Além das 350 agroindústrias familiares, o Pró-Amusep contempla ainda 300 projetos artesanais, 350 produtores de leite e 40 empresários do ramo da moda.
  O consultor do Sebrae no Paraná, Joversi Rezende, explica que o trabalho desenvolvido junto aos agricultores familiares baseia-se em três frentes: gestão eficiente; melhoria do produto, adaptando-o às exigências de mercado com a implementação de novas tecnologias; e ampliação de negócios, principalmente por meio de feiras regionais. ‘‘As entidades trabalham para desenvolver as propriedades e promover a sustentabilidade local’’, diz Rezende.

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