Wilson Wentz, produtor do município de Cambé, destaca a incidência de outra planta daninha, o amendoim-bravo. Devido à ocorrência do problema, ele adotou o monitoramento como principal ferramenta no combater ao mato e cuida da erradicação logo que as plantas aparecem na lavoura. O pesquisador da Embrapa Soja, Dionísio Gazziero, destaca que já foram encontrados no Paraná biótipos resistentes ao azevém e ao amendoim-bravo - considerdo um sério problema no Sul do Paraná.
Gazziero explica que herbicidas não provocam a resistência, apenas selecionam os biótipos resistentes já presentes na lavoura. Segundo ele, uma das soluções para resolver esse problema é prevenir a manifestação ou a disseminação de biótipos de plantas daninhas resistentes. Ele destaca a importância do produtor utilizar sementes isentas desses biótipos. Para isso, é preciso ter um fornecedor de confiança.
O produtor de Ibiporã, Valdir Yuyama utiliza-se também do bom senso, como ferramenta de controle do mato. ''O primeiro item a observar é se a praga está abafando a soja ou vice-versa'', analisa. Caso a competição seja favorável à soja, o produtor pode ficar mais tranquilo. Do contrário, a interferência por meio do controle mecânico ou químico deve ser imediata, orienta. (R.M.)

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