Em 1962 foi proibida a entrada de sangue indiano no Brasil. Senso assim, fechou-se o rebanho de Nelore em praticamente quatro linhagens de reprodutores: Karvadi, 1646 da Mundo Novo, Tajhi e Visual Importado da Zebulândia VR. Do total de 180 milhões de cabeças bovinas em solo brasileiro, 80% são zebu. Deste montante, a quase totalidade é Nelore ou anelorados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva como já foi alertado dos riscos da consanguinidade para a produtividade da pecuária nacional por especialistas do assunto e também pela bancada ruralista, decidiu liberar a importação de material genético zebuíno da Índia. A perspectiva é a chegada de 300 embriões entre Nelore, Gir e Guzerá.
O primeiro lote já está autorizado. Josahkian afirma que a vantagem da importação é a variabilidade genética e a recuperação dos graus de adaptação e rusticidade, como um retorno às origens. ''Todo o material passará por estudos para que se conheça a rela contribuição daquele sangue na pecuária'', comenta.
No entanto, o especialista afirma que o País não vive em crise consanguínea. O problema é inversamente proporcional ao volume das populações de cada raça. ''Existem rebanhos abertos e no caso do Nelore, Godhavari e Golias são linhagens de refrescamento de sangue ainda disponíveis no Brasil''.
O pecuarista de corte Paulo Leonel, da Estância 2L, detém um bom número de exemplares com sangue Golias. Ele utiliza o sangue do touro indiano na produção de animais elite e de tourinhos melhoradores para uso caseiro e venda. ''sempre trabalhei com linhagens abertas buscando o refrescamento de sangue sem perder a pureza racial. Golias imprime boa produtividade e criação a pasto'', admite. (C.P.)

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