Orientações técnicas, comercialização e difusão de tecnologias não são as únicas ações promovidas pelas cooperativa. A realização de trabalhos que levam em conta as questões sociais e ambientais voltadas tanto aos produtores quanto para as regiões onde elas estão instaladas, também faz parte da filosofia do cooperativismo. Um exemplo de responsabilidade socioambiental é o da cooperativa Copacol de Cafelândia. Por meio de cursos e treinamentos, a instituição tem ajudado produtores a se tornarem mais sustentáveis.
Um dos projetos já consolidado da cooperativa é em relação à conservação de matas ciliares, realizado por meio de um grupo de orientação formado somente por mulheres. Criado em 2001, agricultoras, mulheres e filhas de produtores se uniram para a realização de trabalhos que envolvem a preservação ambiental e também ações de responsabilidade social. De acordo com a assessora cooperativista da Copacol, Elizete Lunelle Dalmolin, os grupos trabalham com informações levadas a comunidade e que focam temas ligados à saúde, nutrição, saneamento básico, meio ambiente, cultivos de olericultura e fruticultura, jardinagem, geração de renda e formação corporativista.
Na área ambiental, o foco do trabalho do grupo, formado por 960 mulheres, é orientar a população e os produtores sobre a importância da preservação das matas ciliares por meio de treinamentos e oficinas realizadas por elas. ''O foco da cooperativa é levar por meio das mulheres e suas famílias a preservação ambiental'', sublinha Elizete.
Além dos projetos ambientais, o grupo já realizou trabalhos relacionados a construção de parques, casas de repouso, entre outras ações sociais. Além disso, as mulheres já coordenaram um programa de construção de fossas sépticas que, além de não denegrirem o meio ambiente, podem ser bons geradores de insumos. (R.M.)

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