Marcos BorgesConceição Turini informa que o Centro de Controle de Intoxicações atende com plantão de 24 horasNesta época do ano, quando as temperaturas começam a aumentar, o número de acidentes com insetos venenosos e peçonhentos também aumenta. Tanto na área rural como na urbana, as populações de insetos multiplicam-se e as pessoas ficam mais expostas, facilitando o contato. Para prevenir e orientar sobre a ameaça desses animais a Secretaria de Saúde do Estado está divulgando um manual que informa as principais espécies, a prevenção e os primeiros socorros.
Em Londrina o órgão responsável por este trabalho é o Centro de Controle de Intoxicações (CCI) do Hospital Universitário, que orienta e atende os casos em toda a região. Segundo a coordenadora do CCI, a farmacêutica Conceição Turini, de janeiro a julho deste ano foram atendidos no HU 817 casos de envenenamento. Animais peçonhentos foram responsáveis por 40% desses casos.
A maior preocupação no momento é com a taturana Lonomia, que pode ser fatal para a pessoa que tiver o contato e não for socorrida a tempo. Esta lagarta é mais encontrada no Rio Grande do Sul, mas começa a aparecer no Paraná. No mês de julho um adolescente da Tamarana, distrito de Londrina, morreu em decorrência do envenenamento provocado pela Lonomia.
AmeaçaA taturana Lonomia é um dos maiores perigos, porque pode ser mortal
IdentificaçãoOs animais de maior interesse toxicológico são os peçonhentos, aqueles que possuem glândulas de veneno que se comunicam com dentes ocos ou ferrões (serpentes, aranhas, escorpiões, abelhas, arraias), e os venenosos, que são aqueles que produzem veneno, mas não possuem um aparelho inoculador, provocando envenamento passivo por contato (taturama), por compressão (sapo) ou por ingestão (peixe baiacu).
Na região de Londrina os animais mais comuns são os escorpiões, as cobras cascavel e jararaca e a aranha marrom. Segundo Conceição, de maneira geral, todas as picadas apresentam lesões no local e levam em seguida a um quadro de envevenamento sistêmico, podendo atingir órgãos vitais se o atendimento não for feito logo. ‘‘Nossa orientação é que a pessoa atingida procure a unidade ou posto de saúde mais próximo, levando, se possível, o animal ainda vivo, para identificação e para que a vítima possa ser medicada dentro da primeira hora’’, diz a farmacêutica.
DivulgaçãoA aranha marrom é pequena e as pessoas mormalmente não valorizam seu contato
A identificação do inseto é muito importante para que a medicação seja feita de modo correto e rápido. ‘‘Muitas vezes o médico não consegue diagnosticar, porque as pessoas não valorizam o contato com o inseto, acham que não é nada, e o caso acaba se agravando.’’
PrevençãoAs recomendações para a prevenção destes acidentes são: proteção com luvas e botas nas atividades rurais e de jardinagem; examinar roupas e calçados antes de os colocar; fechar frestas e buracos em paredes e assoalhos; limpar as proximidades das casas, evitando acumular lixos, folhagens e madeiras velhas; avaliar bem o local onde montar acampamentos e fazer piqueniques; preservar inimigos naturais como raposa, gambá, gaviões e corujas e criar aves domésticas que se alimentam de serpentes.
Os primeiro socorros para o caso de acidente devem ser: lavar o local da picada com bastante água e sabão; não fazer cortes ou perfurações, nem colocar produtos caseiros, que agravam o envenenamento; manter o acidentado calmo; levar a vítima para o atendimento médico, levando o animal agressor vivo ou morto.
O CCI do HU en Londrina tem um banco de soros para atender os principais casos, tendo inclusive o soro para o envenenamento com a taturana Lonomia. O centro funciona com plantão de 24 horas, para atendimento de qualquer tipo de intoxicações e envenenamentos. O telefone para tirar dúvidas e procurar mais informações em Londrina é: (043) 371-2244; em Curitiba o Centro de Informações Toxicológica (CIT) atende pelo telefone (041) 148 ou 225-7540 e em Maringá, o CCI também atende pelo telefone (044) 224-8585.

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