Neste artigo, o vice-governador e secretário da Agricultura Orlando Pessuti, analisa a atual conjuntura da carne bovina e perspectivas de mercado

As exportações para a China estão confirmadas, após uma missão chinesa ter visitado o Brasil no início do mês passado. O Brasil está se tornando uma boa alternativa para a China que pretende reduzir sua dependência dos EUA. Num primeiro momento fala-se em US$ 200milhões à médio prazo, não é um grande volume para o maior consumidor mundial.

Em relação aos EUA, após uma avaliação rigorosa de norte a sul do rebanho nacional, será tomada a decisão de comprar ou não a carne bovina ''in natura desossada''. Não se falam em números ou objetivos, mas segundo a ABIEC acredita-se que exportar 20 mil/t seria importante pelo volume em si e pelo marketing positivo da nossa carne.

Exportação - O Paraná ocupa o quinto lugar no ranking de exportações de carne bovina, totalizando em 2002, um movimento em torno de US$ 47 milhões, ocupando a sétima posição quanto ao efetivo bovino, com um rebanho de 9.945.744 milhões de cabeças.

No setor coureiro o Paraná é grande exportador diferente do que acontece com a exportação de carne bovina, onde ele ocupa uma posição efêmera no ranking das exportações. No entanto a carne bovina exportada pelo Estado é de excelente qualidade, haja visto que no volume de cota Hilton Brasil de 8.000 toneladas/ano o Paraná é responsável por uma fatia significativa. Isto demonstra que a tecnologia de ponta utilizada nas pastagens, manejo, sanidade e na genética contribuem significativamente para tal.

Guerra - Na prática existe um risco no componente fluxo de comercialização, pois o Oriente Médio em geral é um comprador potencial de produtos brasileiros, especificamente com impacto na economia paranaense, como as commodities; açúcar, carne de frango, café em grão, complexo soja em grão e derivados, e automóveis no âmbito brasileiro.

De forma geral, quando os EUA fazem guerra, eles aquecem a sua economia, o que reflete em aumento do dólar que traduz diretamente na melhora dos preços nominais dos produtos agrícolas, contudo, poderá causar também aumento no preço dos insumos e nos custos de produção.

Segundo analistas é indicativo de que os EUA, promovam uma política de elevação da taxa de juros, com o objetivo de atrair capitais do exterior. Com isto os investimentos tanto de risco quanto para investimentos para o setor produtivo nos países em desenvolvimento poderão sofrer retrações desta forma é muito provável que o Brasil seja forçado a elevar a sua taxa de juro. Pois, para geração de emprego e renda os investimentos no setor produtivo são essenciais.

Fome Zero - O Programa Fome Zero do Governo Federal poderá aquecer a demanda de produtos da agricultura paranaense, como o feijão, carnes, trigo, arroz, café, hortaliças e derivados da soja e do milho.

O Governo do Paraná deverá participar na viabilização do Fome Zero e se dispõe a participar de discussões quanto à sua participação em outros programas ao mesmo tempo que está pondo em prática programas estaduais para alavancar a agricultura do Estado. O desenvolvimento da Agricultura Familiar que visa minorar a exclusão social, diminuir o êxodo rural e melhorar a renda do produtor.

Defesa agropecuária que tem por objetivo a promoção da saúde animal e vegetal, a segurança alimentar, melhorar a competitividade dos produtos paranaenses e melhorar a renda dos produtores.

Políticas Agrícolas Especiais, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável e a modernização da agropecuária do Paraná, diminuir o êxodo rural, manter a sustentabilidade da agropecuária, principalmente da familiar e melhorar a renda dos produtores.

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