Para o presidente da Abrasseda, Antônio Amano, o setor vem experimentando uma ligeira recuperação desde o final do ano passado. ''Os produtores estão retomando o cultivo de amoras e deverão colher os primeiros frutos dentro de dois anos'', disse. As três principais fiações brasileiras estão operando com cerca de 30% de seu potencial em estado ocioso, com plenas condições de absorver matérias-primas.
''A última safra rendeu mais de 8 mil t de casulos, sendo o Paraná responsável por 89,9% da produção nacional'', ressaltou Amano. Segundo ele, o custo de produção é compensado pela produtividade, que varia de acordo com a área cultivada.
Em 2003, o Brasil produziu cerca de 1,5 mil t de fios de seda, contribuindo com apenas 2% da produção mundial. Cerca de 90% do fio nacional é destinado à exportação.''As indústrias brasileiras deverão receber, em média, US$ 25,50 pelo fio de seda este ano'', calculou Amano.
Segundo Amano, a concorrência com o tecido chinês, de preço bastante competitivo, limita a atuação das indústrias nacionais no mercado interno. Entretanto, a boa penetração do produto brasileiro no mercado internacional ocorre graças a qualidade. O Japão lidera a lista de maiores importadores, com 60% dos pedidos, seguido pela Índia, Coréia do Sul e países da Europa. (M.G.)

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