70% do grão passa pelas cooperativas no Paraná
A soja é o carro-chefe das cooperativas agropecuárias instaladas no Paraná. Cerca de 70% da produção do grão no Estado passa por essas unidades. Isso significou 6,65 milhões de toneladas na última safra. A soja, hoje, é fundamental para as cooperativas e para qualquer empresa do setor, garante Robson Mafioletti, engenheiro agrônomo e assessor econômico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). Nesta temporada, seguindo as previsões de colheita, serão transformadas cerca de 9,5 milhões de toneladas nas cooperativas estaduais.
Conforme ele, além dos resultados econômicos positivos, a oleaginosa é sinônimo de avanços tecnológicos no setor agropecuário. E também oferece uma base de sustentação sólida de produção, pontua. Mafioletti observa que é complicado apurar o quanto a soja representa em movimentação econômica das cooperativas. Porém, a Ocepar estima um faturamento de R$ 25 bilhões em 2009 o resultado ainda está sendo concluído e somente o setor agropecuário deverá representar cerca de R$ 22 bilhões. Quanto à exportação, citou o técnico da Ocepar, o Estado registrou uma movimentação de US$ 1,4 bilhão. O complexo soja representou 46% desse volume, ou seja, US$ 670 milhões.
Para dar continuidade aos bons resultados, entretanto, Mafioletti admite que daqui para frente serão necessários cada vez mais cuidados com o solo, além do uso de tecnologia e melhoramento genético. E para dar apoio, incentivar e capacitar os produtores, a Ocepar, em parceira com diversos órgãos técnicos do Estado, conta com o programa Treino e Visita. Por meio do programa são realizados dias de campo, nos quais são apresentadas e discutidas todas as tecnologias disponíveis para a produção agrícola.
A gente tenta mostrar ao produtor que ele precisa fazer o manejo do solo corre-tamente, informa o agrônomo. Segundo ele, técnicos das cooperativas colocam em discussão a importância de se realizar a rotação de culturas e aplicar o plantio direto. Incentivamos, mostrando resultados a longo prazo, diz, frisando que algumas cooperativas têm fomentado planos de rotação de cultura. Mostramos que cuidar do solo, hoje, é garantia de sus-tentabilidade, ressalta Mafioletti. O principal capital do agricultor é o solo, então ele precisa se conscientizar dos cuidados que deve ter com seu patrimônio, conclui. (E.Z.)





