40 anos de FOLHA RURAL
(Meio prosa, meio versos, meio rap. Para lei e declamar no puro jeito interiorano de ser)
Não sei se a homenagem vai em versos
ou na prosa da poesia...
Só sei que será sincera
e fala de harmonia.
Se vai na voz do cancioneiro,
se na tinta do tinteiro...
Já sei: mando logo por e-mail
Sou leitor de carteirinha
Pé Vermelho, coisa e tal...
Aos sábados meu compromisso
é com a FOLHA RURAL
Prá curtir o Madruguésio,
Ele é maluco de mais...
A Folha Rural traz o cheiro das plantas medicinais
Conheço desde menina,
a Folha é bem feminina
pois a mulher é só virtude
a Rural mostra a técnica
Fala de economia, dos
bichos e da saúde!
Jovem quarentona,
já foi muito®MDBO¯ ®MDNM¯assediada
Viajou de avião,
Comeu o pó das estradas ®MDBO¯®MDNM¯
Sofreu ao lado dos produtores
o desatino de governadores
e a crueldade das geadas.
Crises! Governadores!
Divergências foram tantas,
espalharam horrores!
Puxaram nossos cobertores...
mas quem tem fé neste chão
planta e colhe de montão,
cria laços... faz amores.
Jogou luzes nos debates,
estimulou a tecnologia,
plantou muitas esperanças
rompeu com a teimosia,
ao mostrar para essa gente
que cuidar do ambiente
é a nossa garantia
Ambiente! Ecologia! Vida sadia...
Vive de amores com o Paraná,
onde se planta e colhe
Com cantigas,
Do branco algodão de outrora
às sempre louras espigas
Espiga! Espigão! Aurora do meu sertão!
Sertão? E a vida moderna? Celular na mão...
Cadê o sertão? O campo virou cidade!
E o pão?
O trigo do pão nosso,
recebeu o primeiro impulso
foi quando o clamor nacional
era pela autossuficiência.
A semente do Iapar
mostrou que o broto
é a excelência
Semente! Pesquisa! Persistência!
Viu a inseminação artificial,
ganhar peso com a genética
e expandir a pecuária;
Incentivou o leilão
que deu ao mercado
a transparência necessária
Trajetória sem porteira,
FOLHA RURAL marchadeira!
caminheira!
verdadeira!
Paraná em franca atividade,
Em tempos de tecnologia.
És o vetor dessa melhoria...
aumenta a produtividade.
É plantio direto no campo
fartura cá na cidade.
...Mas os anos passam, a evolução expõe a finitude, outros hábitos, outras vidas sepultam nosso presente e afinidade. Eu confesso a vocês: quero ser um mico de circo se não morrer de saudade.
(*) Autor de Um Dedo de Prosa e apaixado pela natureza





