2003, ano de ''sentar'' na soja
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sábado, 14 de dezembro de 2002
Reportagem Local 
A expressão ''sentar sobre o saco de soja'' sugere que o produtor não deve ter pressa para fechar negócio. E estudar cada acontecimento que tem influência sobre os preços.
No próximo ano os preços da soja continuarão firmes com ofertas e demanda bastante equilibradas - ou ajustadas, como dizem os operadores do mercado. Talvez isto não só ocorra no curto período da colheita. Mas a tendência é de vendas parceladas, já que a maioria dos sojicultores sabe programar bem suas vendas.
No entanto, os analistas da M Prado Consultoria Empresarial, de Uberlândia, acrescentam um componente novo em 2003. Em razão dos acontecimentos econômicos em 2002 (forte valorização de dólar e escassez de produtos) a inflação deve ficar num patamar de dois dígitos. Quem vende tem que ir se acostumando com isso.
Por melhor que seja a administração do novo governo, a reversão do processo inflacionário não virá do dia para a noite. Na opinião dos técnicos da M Prado serão necessários pelo menos uns 10 meses para que o mercado volte à normalidade.
O cenário para 2003 sugere àqueles que possuem ativos reais e de preferência com preço atrelado ao dólar, que retenham esses produtos como proteção inflacionária.
O que os técnicos colocam pode ser resumido da seguinte forma: entre ter dinheiro parado no banco e soja parada no armazém, a segundo opção é, sem dúvida, a mais interessante.
Recuperação - Esta semana, o mercado interno da soja que chegou a travar na semana passada, apresentou algum volume de negócios. O fim das especulações sobre os nomes do ministro da Fazenda e do presidente do Banco Central, acalmou o câmbio. Que tranqulizou o mercado de commoditiies. O mercado puxou R$ 52,00 em Cascavel e Maringá e R$ 52,50 em Ponta Grossa.
Os preços futuros na Bolsa de Chicago - que vinham em calmaria - tiveram leve alta na quarta-feira, recupeando perdas da semana passada. Contratos de janeiro foram negociados a US$ 5,68/bushel, ou US$ 12,52/saca de 60kg, uma bela alta. Ou pelo menos melhor do que a cotação que iniciou a semana, US! 5,62/bushel (US$ 12,39/saca).
Quem acompanha os preços internacionais deve levar em conta também que há três meses o mercado físico, interno, trabalha independente, sustentado apenas pelas boas oportunidades da soja brasileira no mercado internacional e pela excessiva valorização do dólar.


