Do ponto de vista climático, o ano agrícola deverá transcorrer próximo à normalidade, uma vez que não existe previsão de manifestação expressiva dos fenômenos El NiÀo e La NiÀa para os próximos meses. As tendências climáticas para os próximos meses indicam temperatura e precipitação próximas aos valores médios que ocorrem no Paraná. Para quem dispõe de acesso à Internet, informações detalhadas poderão ser obtidas no site: www.simepar.br, acessando o tópico monitoramento e previsão climática.
Na última semana, a temperatura do ar, que durante o mês de novembro e parte de dezembro atingiu valores acima da média histórica em praticamente todo o Paraná, voltou a apresentar valores considerados normais para esta época do ano. Contribuíram para isso as frentes frias que atingiram o estado e provocaram chuvas e quedas de temperatura em praticamente todas as regiões.
Durante o mês de dezembro, as chuvas acumuladas estiveram entre 48 mm em Pato Branco e 240 mm em Londrina. Houve dois períodos de concentração de grandes quantidades de chuva na maioria das regiões, o primeiro entre os dias 11 e 14 de dezembro e o outro, entre os dias 20 e 23 de dezembro. Nestes períodos ocorreram precipitações intensas e localizadas, destacando-se Londrina, com chuva de 73,8 mm no dia 13 e 81,8 mm no dia 22. Em Paranavaí foram registrados 91,8 mm no dia 11. Estas chuvas causaram alguns prejuízos para a cultura do feijão nas regiões em que a cultura se encontrava em fase de colheita, mas foram benéficas para as demais culturas, destacando-se milho, soja, café, fruteiras e pastagens.
Considerando-se que as perdas de água do solo e das plantas por evaporação e transpiração, para esta época do ano são em média de 5 a 6 mm por dia, no período analisado deveria ter chovido pelo menos 130 mm, somente para repor a água perdida para a atmosfera. Com exceção de parte da região Norte, Litoral, Alto Ribeira e alguns locais que tiveram chuvas localizadas, dentro do período analisado as chuvas não foram suficientes para repor a umidade do perfil do solo. Para que a situação se normalize há necessidade de chover entre 50 e 100 mm na maioria das regiões.

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