2000, última safra do Século 20
Jota Oliveira
De Londrina
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) esclarece em definitivo a questão: quando começará o Século 21? O Século 21 começará no dia 1º de janeiro de 2001, informa o Inpe. Isto significa que a última safra do século (deste século, o vigésimo) será plantada no ano que vem, se for o trigo ou lavouras instaladas no começo ou no meio do ano (aveia, tremoço, triticale, cevada, etc.). Mas, sendo soja, milho, algodão, culturas semeadas em um ano e colhidas noutro, podem ser as últimas do Século 20 e as primeiras do Século 21, porque o ano-safra dessas culturas terá início em 2000 e terminará em 2001.
Desde quando começou a medir o tempo, o homem teve diversos calendários, destinados a prever as estações e estabelecer épocas de plantio e colheita. Utilizavam a Lua, como principal referência. Tanto que a melhor lua para plantar mandioca é a minguante, porque na minguante a água que subir para os galhos e tronco das plantas descerá para as raízes. Assim, as raízes da mandioca recebem mais água e ficarão maiores e macias.
Leiam a explicação do Inpe a respeito da passagem dos séculos: Um século começa no ano 1 e termina no ano 100. Leva a designação do ano de seu término, pois é o século que se completa da mesma forma que comemoramos os anos completados em nossos aniversários. O primeiro século iniciou-se no ano 1 e terminou no ano 100. O Século 19 iniciou-se no ano 1801 e terminou em 1900. O presente século, o vigésimo, começou em 1º de janeiro de 1901 e se findará a 31 de dezembro de 2000. Portanto, o Século 21 começará no dia 1º de janeiro de 2001 e findará em 31 de dezembro de 2100.
ConvençõesQuando começa ou termina o século não passa de convenção, asssim como os calendários foram constituídos conforme os desejos de reis e outras personalidades poderosas. Nem se sabe mesmo exatamente quando nasceu Cristo, que teria descido à Terra quatro anos antes do que se decidiu considerar o Ano Zero da Era Cristã.
Uma das versões para o calendário (hoje mundial) que seguimos, é que a contagem começou no ano 1 porque o conceito de zero não existia naquele tempo. O nascimento de Cristo transformou-se no marco inicial do calendário em 531 DC, por iniciativa do abade Dionisius Exiguus, que calculou o acontecimento como ocorrido no ano 1. O calendário cristão substituiu o Anno Diocleciani, que era seguido como marco da ascensão de Diocleciano ao trono de Imperador, 198 anos antes.
Sobre o nascimento de Cristo, tem-se como certo que ocorreu no tempo de Herodes, morto no ano 4 AC. Então, conclui-se que Cristo teria nascido quatro anos antes e o mundo já teria festejado, em 1997, o começo do Terceiro Milênio. A passagem dos anos, dos séculos e milênios, seria em 25 de dezembro (nascimento de Cristo), não uma semana depois.
Em 1884, reunida em Washington, uma conferência internacional decidiu que em todos os países da Terra haveria apenas um Dia Universal, 1º de janeiro, com início a zero hora GMT, marcada pelo observatório de Greenwich, Inglaterra. Ainda devido a convenções, os dias não são os mesmos em todos os países, e existem as zonas horárias. Elas explicam porque quando é dia no Brasil, é noite no Japão, ou porque se um cidadão que vôa de jato de Londrina, PR, à Capital de Mato Grosso do Sul, chega a Campo Grande praticamente na mesma hora em que saiu.





