Com a soja paranaense praticamente plantada - faltando apenas algumas poucas áreas na região Sul do Estado devido à colheita do trigo - chegou a hora do produtor começar a sonhar com os bons números de produtividade. Diferentemente da safra anterior, a atual andou dentro do cronograma, sem problemas de veranicos ou chuvas em excesso. Tudo dentro da normalidade para que a rentabilidade venha dentro do esperado. Na quarta-feira (5), a reportagem da FOLHA, conversou com produtores sobre a expectativa deles para esta safra até que a colheita chegue de fato, durante o dia de campo "Gigantes da Soja", evento em que a Bayer apresentou sua terceira geração de transgênicos, em Maringá (leia mais na página 7).

As projeções do Deral/Seab (Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento) até aqui não tiveram alterações para baixo em volume. Números do final do mês passado estimam que a safra 2018/19 pode chegar a 19,6 milhões de toneladas, alta de 2% comparado aos 19,1 milhões da safra anterior. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projeta que a produção nacional atinja aproximadamente 118 milhões de toneladas, volume 2% inferior ao produzido em 17/18. Já a produção mundial, de acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) será de aproximadamente 367 milhões de toneladas, 8% superior ao ciclo anterior.

Imagem ilustrativa da imagem 100% plantada, esperanças renovadas
| Foto: Ricardo Chicarelli



O técnico responsável pela cultura da soja no Deral, o economista Marcelo Garrido relata que o clima vem contribuindo até aqui para as boas condições das lavouras paranaenses, o que não aconteceu na safra 2017/18. "O plantio iniciou dentro do cronograma, após o fim do vazio sanitário, a partir do dia 11 de setembro. No ano passado, praticamente não houve plantio em setembro devido aos veranicos, o que acabou gerando uma concentração (de ações) no plantio e na colheita. Este ano, tudo aconteceu de forma mais escalonada."

Com isso, existe a expectativa de uma colheita antecipada, principalmente na região Oeste, em cidades como Cascavel e Toledo. Se geralmente as máquinas entram em campo bem no finalzinho de janeiro e início de fevereiro, agora a cenário pode ser antecipado para o dia 20 do próximo mês. "O que esperamos agora é uma relativa umidade em dezembro e janeiro para ajudar a cultura."

EXPORTAÇÕES

De janeiro a outubro de 2018 saíram pelos portos brasileiros cerca de 74,5 milhões de toneladas de soja em grãos. O volume é aproximadamente 17% maior ao que foi exportado no mesmo período do ano anterior. A maior disponibilidade e principalmente a desvalorização do real frente ao dólar impulsionaram as vendas externas brasileiras.

Os principais estados exportadores brasileiros concentram aproximadamente 70% da exportação do país. Mato Grosso com 26% do total, Paraná (15%), Rio Grande do Sul (13%), Goiás (8%) e Mato Grosso do Sul (7%) encabeçam a lista. Vale lembrar que em 2017 a exportação foi de 62 milhões de toneladas. Em comparação a 2016, a variação foi positiva em 32%.

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