Veterinária dá dicas de alimentação caseira para pets
Aprenda sobre os melhores alimentos para oferecer aos animais e sobre os que podem ser potencialmente tóxicos
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quinta-feira, 30 de outubro de 2025
Aprenda sobre os melhores alimentos para oferecer aos animais e sobre os que podem ser potencialmente tóxicos
Jessica Mussatti/Estagiária 

Durante o dia, a correria toma conta, trabalho, casa, estudo, compromissos, tudo ao mesmo tempo. No meio disso tudo, é fácil esquecer de algo muito importante: a ração do nosso amigo de quatro patas. E, claro, quando percebemos, já é tarde demais, as lojas estão fechadas e a geladeira vira a loja de conveniência. Porém bate aquela dúvida: o que oferecer ao pet e qual alimento humano é realmente seguro.
A médica veterinária Mariana Maurutto explica que a alimentação caseira pode ser uma alternativa, mas deve ser feita com cuidado e sempre sob orientação profissional pois alguns alimentos comuns do dia a dia podem causar sérios problemas de saúde para os animais.
Para Maurutto, se acabou a ração do cachorro, é possível oferecer arroz sem tempero com alguma carne cozida pode ser boi, porco, frango ou peixe. "Tudo deve ser bem cozido, sem alho nem cebola, pois esses ingredientes são tóxicos para cães e gatos". Ela complementa que o cachorro pode comer uma pequena pitada de sal e um fio de azeite, além de alguns legumes cozidos, como cenoura, chuchu, abobrinha e abóbora. “O importante é nunca oferecer carne crua, pois pode estar contaminada com bactérias como Salmonella ou Clostridium. Prefira sempre as proteínas cozidas, que são mais seguras”, reforça.
Já para gatos, as opções mudam um pouco. “O gato é um animal extremamente carnívoro. Cerca de 70% da alimentação dele precisa ser proteína, e apenas 30% carboidrato. Eles não possuem amilase, a enzima que quebra o amido, por isso o foco deve ser sempre a carne”, explica.
Em situações não frequentes a veterinária recomenda oferecer frango, carne de boi, porco ou peixe cozidos, e apenas um pouquinho de arroz sem tempero. “O gato não pode ficar sem proteína, nunca. A carne é essencial para ele, e a falta pode causar sérias deficiências nutricionais”, alerta.
Maurutto comenta que é possível oferecer cenoura ralada ou cozida e abobrinha, mas lembra que gatos são muito seletivos. “Muitos não comem por causa da textura. Gato é muito de textura. Então, se o pet não quiser, não persista.”
Atenção aos alimentos proibidos
A veterinária alerta para que os tutores fiquem atentos aos alimentos que podem ser tóxicos para os pets, como “alho, cebola, pimenta, cafeína, chocolate, qualquer tipo de uva e alimentos que o próprio pet é alérgico, em excesso o ovo cozido por conta da gema ode fazer mal” e recomenda que se a dieta caseira for ser adotada ela precisa ser orientada por um nutricionista veterinário. “Quando a pessoa quer parar de oferecer ração seca e passar a dar comida caseira, eu sempre indico procurar um nutricionista veterinário. Ele vai avaliar as necessidades do animal, se é um cão ou um gato, e vai orientar tudo o preparo, os ingredientes, o que pode e o que não pode, as quantidades e até o peso ideal”.
Cursos e receitas vendidas na internet como “dietas caseiras prontas” também podem ser prejudiciais, segundo Maurutto, "cada animal é único e tem necessidades diferentes. A dieta de um cão não serve para outro, mesmo sendo da mesma raça ou idade”, destaca.
"O acompanhamento com o veterinário é indispensável. O nutricionista veterinário sempre orienta o preparo da comida e, geralmente, prescreve suplementos, como ômega e vitaminas, para evitar deficiências. Isso é essencial para manter o equilíbrio nutricional e a saúde do animal a longo prazo”, finaliza.
* Coordenação de Patricia Maria Alves (editora)


