Ver e sentir
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de novembro de 2017
Lais Taine<br>Reportagem Local 

Equilíbrio e harmonia entre corpo, mente e emoção. Na cromoterapia, as cores são as ferramentas para estabilizar diversos aspectos da vida do paciente. Vermelho, laranja, amarelo, verde, azul claro, índigo e violeta são as sete cores do espectro solar que agem em sete campos definidos (chakras), que são canalizadores e catalisadores de energia, para influenciar em nossa forma de lidar com o mundo.
"Cada cor vibra numa frequência e, por isso, cada uma age em um aspecto diferente do ser, do ambiente, agindo em um padrão", explica o parapsicólogo do INPP (Instituto Nacional de Parapsicologia e Psicometafísica), de Londrina, Rogélio Raquel. Dessa forma, o especialista explica as influências que cada cor possui sobre o ser (leia mais nesta edição).
Na cromoterapia, as cores agem por meio da lanterna cromática. O terapeuta mede os chakras do paciente com a ferramenta Dual Road e, com o resultado, compreende em quais locais e quais cores terão maior influência sobre o paciente. "Nos chakras desequilibrados eu aplico a cor de 30 segundos a 1 minuto e nos outros eu aplico 30 segundos", explica.
O ambiente para atendimento possui pouca iluminação e o paciente fica deitado enquanto o terapeuta aponta a luz colorida em cada campo de energia. O reiki e uso de florais também são técnicas energéticas vibracionais, por isso, o especialista explica que o terapeuta nunca trabalha com apenas uma técnica. "É sempre em conjunto para cercar a pessoa como um todo: mente, corpo e energia. E a pessoa acaba melhorando por conta disso", defende.
Fora do atendimento, as cores continuam nos influenciando. Roupas, sapatos, casa, carro, objetos possuem suas vibrações, por isso é importante ficar atento às energias que eles podem nos transmitir. "A roupa é a maneira mais simples e direta de aplicação. As pessoas não podem ter uma cor só no guarda-roupa, tem que ser bem eclético para usar de acordo com o que está sentindo no dia", afirma.
No entanto, Raquel dá dicas de aplicações no nosso dia a dia para que se obtenha o melhor de cada material. Nas casas, por exemplo, o parapsicólogo indica a cor verde como um bom exemplo. "Como é a cor das relações interpessoais, é perfeita para pintar a casa ou uma parede". Já o vermelho causa muita agitação e conversação. "Mesmo em uma parede só pode chegar ao extremo", afirma.
Nos carros assim como nas casas, o vermelho deve ser evitado. "Como ele é estimulante, pode causar mais acidentes, por isso é melhor optar por outras cores." Conhecendo a vibração das cores, muitas pessoas passam a usar apenas aquela que acredita ter mais necessidade, no entanto, o especialista orienta que o excesso também desequilibra ao aplicar sobrecarga de energia. "Esse desequilíbrio afeta primeiro a pessoa, mas contagia o entorno, as pessoas, família, lugares", enfatiza.
Emboras as cores preto e branca não façam parte da cromoterapia, Raquel alerta para suas energias vibracionais. Apesar da elegância, o preto deve ser usado com moderação. "É a ausência das cores, capta muitas vibrações dos ambientes e das coisas". Já o branco é a união de todas as cores. "O branco é um pouco de cada cor, é o equilíbrio do equilíbrio, mantém a neutralidade", afirma.
Além da cromoterapia, outras técnicas utilizam as cores como ferramenta, como a Foto Kirlian (fotografia da aura), que mostra o perfil da pessoa analisada e tem a cor como um dos fatores analisados. A argiloterapia colorida também une o poder da argila com as cores, assim como as meditações, que utilizam as vibrações do espectro solar para o equilíbrio e harmonia dos chakras.



