Após meses de espera e promessas adiadas, a transferência do atendimento da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim do Sol, na zona oeste de Londrina, para o prédio do antigo Hospital Mater Dei, na área central, finalmente vai sair do papel, conforme reportagem de Jéssica Sabbadini para a Folha de Londrina. A expectativa da prefeitura é de que o novo local comece a receber pacientes até o fim de junho, depois da assinatura do contrato com a Iscal (Irmandade da Santa Casa de Londrina), responsável pela estrutura.

A mudança representa um alívio temporário para o sistema de saúde da cidade, que enfrenta aumento expressivo na demanda, especialmente em períodos de alta de doenças respiratórias.

Confira os principais pontos da 'novela' que se arrasta há anos

🏥 Uma UPA com problemas desde o início

Inaugurada em 2015, a UPA do Sol nunca chegou a funcionar com estabilidade. Poucos meses após a abertura, começaram a surgir rachaduras e problemas estruturais no prédio. Ao longo dos anos, a situação se agravou, com necessidade constante de reparos paliativos.

Imagem ilustrativa da imagem UPA Sol: por que será transferida e o que muda na saúde de Londrina
| Foto: Roberto Custódio/2-2024

Apesar disso, o número de atendimentos só cresceu. Em 2019, a média era de 350 atendimentos por dia. Hoje, esse número chega a 800. A estrutura, já comprometida, não suportava mais o fluxo — o que gerou críticas de usuários e da própria equipe médica.

🛠️ Por que a reforma demorou tanto a sair do papel?

Mesmo com os problemas visíveis, a obra de reforma da UPA ficou travada. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a licitação original cobria apenas parte da reestruturação, como fundações e reforços, mas não contemplava a reforma integral. O município, agora, prevê uma nova licitação complementar para executar todo o projeto.

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| Foto: Roberto Custódio/Arquivo FOLHA

Para isso, era preciso esvaziar a unidade, o que justificou a busca por outro espaço temporário.

🏨 Por que o Mater Dei foi escolhido?

O prédio do Mater Dei, hoje sob gestão da Iscal, estava disponível e já possui estrutura hospitalar instalada, o que aceleraria a adaptação da nova UPA temporária. A localização, mais central, também deve facilitar o acesso para parte da população.

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| Foto: Roberto Custodio

De acordo com a prefeitura, o número de médicos será ampliado de nove para 12, com aumento na capacidade de consultas por hora (de 30 para 48). Haverá também mais consultórios e leitos de observação, um reforço importante, principalmente neste momento de aumento das doenças respiratórias.

🌬️ Doenças respiratórias e sistema sobrecarregado

A mudança acontece no momento em que a cidade enfrenta uma nova onda de casos de doenças respiratórias. O plano de contingência apresentado pela Secretaria de Saúde reforça a necessidade de ampliar a oferta de atendimentos rápidos e qualificados.

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| Foto: Pocketlight/Getty Images

A nova estrutura temporária deve funcionar como uma "válvula de escape" para o sistema, enquanto a UPA do Sol passa por reforma completa.



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⏩ E agora? O que esperar nos próximos dias

Com a assinatura do contrato de locação prevista para esta terça (2), o município trabalha com a meta de iniciar os atendimentos no Mater Dei ainda neste mês de junho.

Quando o novo espaço estiver em funcionamento, a Folha de Londrina publicará um guia completo com horários de atendimento, como chegar, o que levar e quais especialidades estarão disponíveis.

(Com informações de Jéssica Sabbadini)

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