Unidos por pura opção
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sexta-feira, 06 de abril de 2018
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 

Na correria do dia a dia, não é incomum encontrarmos nossos familiares apenas pela manhã ou à tarde. Almoçar juntos infelizmente não faz parte da rotina de muitas famílias. E quando pensamos nos círculos mais distantes, como pais, avós e tios, essa convivência é ainda mais distante. Mas não para uma família de Ibiporã.
O casal de aposentados Antônio e Rosalina Rubim teve seis filhos: Fátima, Rogério, Sílvia, Sandra, Cíntia e Renato. Hoje adultos e casados, alguns deles também já são pais. Até aí nada muito diferente de diversas outras famílias. Mas os Rubim chamam atenção por serem muito unidos. Tanto que todos moram próximos uns dos outros, tendo a casa dos pais como referência. Sandra, por exemplo, mora no quarteirão ao lado. Rogério já morou no mesmo quintal. Renato e Cíntia vivem na mesma quadra, com duas casas entre as suas.
"Nós queríamos morar perto dos nossos pais, mas nunca imaginamos que iria ser tão perto. A Cris, como nós chamamos a Fátima, foi a primeira a se casar e conseguiu uma casa perto. Depois o Rogério construiu a casa dele no quintal da casa dos nossos pais. E assim foi acontecendo. Eu moro no quarteirão ao lado. Com isso nossos outros três irmãos acabaram querendo ficar perto também. Tivemos sorte e também foi um pouco da providência divina, porque foram saindo conjuntos novos aqui perto e conseguimos ficar juntos", explica Sandra Mara Rubim dos Santos, professora.
A proximidade favorece a união e todos os dias os filhos se revezam para visitar os pais, tanto de manhã como no final da tarde. Ela diz que os maridos e esposas dos irmãos se dão bem entre si e com os sogros e por isso não se importam que estejam todos sempre juntos. "Ali é nosso porto seguro. E fora essa convivência diária temos um grupo de WhatsApp da família e outro só das irmãs."
Mesmo quem não tem laços de sangue também se sente atraído para conviver com a família Rubim. Santos conta que há um sétimo irmão, "do coração", que atualmente mora em São Paulo e até já comprou sua casa em Ibiporã. Ela conta que esse irmão é um antigo vizinho e que todos foram criados juntos quando moravam em São Paulo. Com os irmãos biológicos morando distantes, ele planeja a mudança para o interior do Paraná, o que todos torcem para que aconteça ainda este ano.
Com a família formando sua terceira geração, as crianças também crescem com o exemplo de união de pais, tios e avós. "Uns ajudam a cuidar dos filhos dos outros. Quando alguém fica doente também nos revezamos para ajudar. E até na parte financeira a gente se socorre. No final de semana passeamos juntos, algumas vezes um de nós sai com todos os sobrinhos. Nas férias também costumamos viajar em família. O único lado ruim de todos sermos vizinhos é que ninguém mora na praia ou em um sítio para irmos visitar", afirma rindo.
Claro que com tanta proximidade, cedo ou tarde acontece algum desentendimento, mas tudo é resolvido rapidamente, segundo ela. "A gente senta, conversa e já resolve", garante.


