Uma sopa de ritmos
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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 

Pernambuco foi o primeiro núcleo econômico do Brasil, destacando-se na extração do pau-brasil e na cultura canavieira, tendo sido a sede do primeiro engenho de cana-de-açúcar. Além dos portugueses, foi ocupado por franceses e holandeses e a miscigenação com índios e negros formou uma rica cultura, que pode ser apreciada até os dias de hoje.
Frevo, troça carnavalesca, clube de bonecos, boi de carnaval, urso, caboclinhos, tribos de índios, afoxés, maracatu rural e maracatu nação, samba e rock são algumas dessas manifestações, que são passadas de pai para filho, geração após geração. É no Carnaval que muitos desses grupos se apresentam, mostrando todo seu conhecimento. O Estado se orgulha de ter um Carnaval de rua, por isso faz questão de manter shows e apresentações em praças e ruas.
Nos pátios de algumas igrejas, como a Igreja do Terço e Igreja de São Pedro, são realizadas apresentações da cultura negra, como a Noite dos Tambores Silenciosos, em que os Maracatus Nação fazem uma cerimônia de homenagem aos antepassados, aos orixás e pedem proteção. Depois das evoluções na frente da igreja, à meia-noite as luzes se apagam e os tambores são silenciados para a homenagem, que é acompanhada por centenas de pessoas.
Ritmo marcante e característico do Carnaval pernambucano, o frevo faz parte do currículo escolar. Originado em meados do século 19 em Recife e Olinda, o frevo é uma espécie de palavra síntese que representa a fusão de várias expressões e linguagens artísticas de Pernambuco e da cultura brasileira. No Paço do Frevo, crianças e adolescentes aprendem sobre as origens do frevo, suas relações com a comunidade afrodescendente, a ligação com a história de Recife, além de conhecer passos e o vocabulário específico. O espaço também é aberto ao público em geral e com certeza vale uma visita.


