Um tempo precioso
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sexta-feira, 10 de agosto de 2018
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 

A chegada do bebê mexe com toda a família. São novos horários, novas necessidades, noites sem dormir e toda uma rotina para ser rearranjada. Ter um tempo para cuidar do novo integrante, da mamãe e dessa nova rotina familiar é mais do que necessário, mas em geral o tempo de licença após o nascimento do bebê é de cinco dias para os papais, contados a partir do parto. Desde 2017, entretanto, esse prazo passou a ser de 20 dias para quem trabalha em uma Empresa Cidadã.
Pai de "segunda viagem", o supervisor de atendimento ao público Luis Fernando Honório de Carvalho Silva pôde usufruir desse período maior após a chegada de Lais, em março deste ano, diferentemente do que aconteceu no nascimento do primeiro filho, Gabriel.
"Achei muito bom esses 20 dias. Sei que para a empresa pode ser muito ter um funcionário ausente por esse tempo, mas para nós foi muito bom. Tive tempo de acompanhar os primeiros dias, ver se ela ia chorar muito, se ia ter alguma intercorrência. Pude curtir melhor a bebê e também dar atenção ao Gabriel, que tem apenas 2,5 anos de diferença dela. Ele antes 'reinava' e de repente ganhou uma irmã, precisamos dar mais atenção para ele. Eu saía, brincava com ele, ajudava nos ciúmes, o que trouxe mais tranquilidade para minha esposa", conta Silva.
Casado com a enfermeira Larissa Gutierrez, Silva afirma que também teve mais tempo para auxiliar a esposa tanto nos cuidados após o parto quanto nas pequenas coisas que são necessárias nos primeiros dias como as primeiras vacinas, os testes que o recém-nascido precisa fazer, a primeira visita ao pediatra.
"Consegui fazer as coisas sem pressa e dando mais suporte para a minha esposa, fui junto nos exames e consulta. Porque tem o tempo no hospital e quando você vai para casa é hora de voltar ao trabalho e a mulher fica sozinha. Quando meu primeiro filho nasceu ele tinha um problema no pé, precisou passar por vários exames e fazer tratamento. No caso dele esses 20 dias ainda seriam pouco, imagina como foi com cinco! Precisei contar com a ajuda de amigos e familiares, às vezes tive que sair durante o expediente e não conseguia me concentrar direito", relata.


