"Tem gente que só corre para ter o prêmio de tomar água de coco no final. É muito motivador trabalhar assim", diz Alex da Silva
"Tem gente que só corre para ter o prêmio de tomar água de coco no final. É muito motivador trabalhar assim", diz Alex da Silva | Foto: Gustavo Carneiro



Quem nunca pensou em dar um basta no estresse, mudar totalmente de vida e vender água de coco na praia? Para os que fazem esse tipo de plano, o comerciante Alex da Silva avisa que a "vida tranquila" não faz parte da rotina de quem trabalha no ramo. Há 20 anos vendendo coco em Londrina, ele cansa de ouvir pessoas "iludidas" com a possibilidade de trabalhar pouco e viver bem comercializando a fruta cheia de água doce e refrescante que alivia o calor e o cansaço. "Aqui a rotina começa muito antes e acaba bem depois dos momentos em que estou apenas vendendo", diz ele, que escolhe pessoalmente cada fruta na Ceasa, ainda de madrugada, e lava uma por uma antes de levar para o "Point do Coco", como batizou o negócio. Depois do expediente, ainda trabalha em casa para organizar as atividades do dia seguinte.



Alex começou a vender coco com o pai, um dos mais tradicionais comerciantes do Zerão. Ainda muito jovem, empreendeu a própria carreta na região do Lago 2, antes mesmo do "cartão postal" de Londrina passar por um processo de urbanização. A visão empreendedora o fez acreditar no crescimento da região, que se tornou vizinha à Gleba Palhano e hoje garante um fluxo de 80 a 100 cocos comercializados por dia. "Dia de folga eu tiro quando chove, mas torço para não chover", diz ele, que se motiva principalmente pelas amizades que fez no local.
"Tenho grandes amigos que conheci vendendo coco", conta o comerciante, que ainda criança ajudava o pai no comércio das frutas e chegou a ser vítima de chacota por parte dos vizinhos de bairro. Hoje, ao contrário, colhe olhares de admiração pelo que conquistou.
Nas margens do lago, Alex é chamado pelo nome por todos os clientes que, vez ou outra, ainda pedem para ele guardar uma chave ou carteiras durante o exercício físico. "Tem cliente que deixa até as crianças maiores aqui comigo", brinca ele, que tira a motivação para melhorar cada vez mais o negócio da alegria das pessoas ao saborearem a água de coco gelada. "Tem gente que só corre ao redor do lago para ter o prêmio de tomar água de coco no final. É muito motivador trabalhar assim." (C.A.)

Imagem ilustrativa da imagem Um pequeno negócio, mas muitos amigos
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