"Quero no futuro ver a minha marca nos supermercados por aí", planeja Elaine Ferreira, do Distrito de Guaravera, que junto com a família se organiza para comercializar seus queijos
"Quero no futuro ver a minha marca nos supermercados por aí", planeja Elaine Ferreira, do Distrito de Guaravera, que junto com a família se organiza para comercializar seus queijos | Foto: Gustavo Carneiro


O leite por si só já é um produto bastante relevante na economia, mas há quem consiga potencializá-lo em várias formas. Uma família de Guaravera (distrito de Londrina), por exemplo, está se organizando para criar sua marca de queijos, o poder da transformação do leite em oportunidade de negócio.

O trabalho começa cedo no sítio Cantinho do Céu, local que Ivair Fanas Ferreira, 46, e Elaine Ferreira, 42, moram com os filhos há dois anos. A família já trabalhava com produção agrícola no local, mas decidiu investir na produção de queijo. "Foi um pouco pela renda e pelo trabalho, que me atrai mais e que eu posso conduzir, porque é mais limpo, menos braçal", explica a esposa.

Nem tão menos braçal. Elaine carrega panela de 50 litros de leite para poder manuseá-la no espaço que ela construiu já de acordo com as exigências da Vigilância Sanitária. "Estamos nos adaptando para que no futuro a gente possa pegar o selo para poder vender, enquanto isso, entregamos para alguns vizinhos e parentes apenas", explica.

A produção iniciou na cozinha da casa, de forma adaptada. "A experiência foi horrível, era um espaço bem reduzido. Eu fazia no meu fogão normal e ele não aguentou o peso. Eu também usava a minha geladeira, aprendi que não podia fazer isso e fui me organizando". Elaine visitou algumas queijarias experientes e participou de cursos do Emater, instituição que está a auxiliando no planejamento do negócio.

Ela usa entre 40 e 50 litros de leite por dia para fazer de 4 a 5 queijos. O tempo da produção leva em torno de quatro horas. Depois do processo, o queijo fica um dia descansando na geladeira até ser consumido. "Eu trabalho fora ainda, meio período. Então consigo, nesse tempo, levar as duas coisas, mas a ideia é ter o selo para começar a vender e ficar só com o queijo", planeja.

As exigências são muitas, mas a família está indo aos poucos. Com uma filha nutricionista e outro estudante de zootecnia, Elaine acredita que vai poder contar com a visão técnica dos filhos. Enquanto isso, vai investindo na estrutura e no aprimoramento da receita, que já evolui para além do queijo frescal comum, para queijos temperados e recheados.

Tudo é testado pela família. "Nós consumimos queijo todos os dias e leite também, mas fervemos antes", indica. Para ela, um bom queijo não pode ter gosto forte e azedo e precisa ter boa aparência, mas há uma questão fundamental. "O leite tem que ser de boa qualidade", afirma. Por isso, possui acompanhamento de veterinário que avalia o leite mensalmente.

Na esperança de conseguir avançar, Elaine vai aprendendo sobre a transformação do leite e buscando cada vez mais qualidade dos produtos para quando poder iniciar o negócio, entrar a todo vapor no mercado. "Quero no futuro ver a minha marca nos supermercados por aí", sonha.

É VEGETAL!

Imagem ilustrativa da imagem Transformando o leite
| Foto: Gina Mardones


Produzir leite vegetal em casa é simples e rápido.
A cozinheira vegana Nicole Khouri ensina a fazer leite de coco caseiro, que pode ser usado para beber puro, com café ou chocolate, ou no preparo de receitas doces e salgadas. Veja vídeo utilizando a tecnologia de Realidade Aumentada.
Érika Gonçalves
Reportagem Local


mockup