Tradição em Antonina

Também no litoral, Antonina se prepara para mais uma edição do seu tradicional Carnaval. Nas redes sociais do município, diversas postagens contam um pouco da história e mostram fotos de época, chamando os foliões para a festa.
Em uma das cidades mais antigas do Estado, com 303 anos, o Carnaval no final do século passado era comemorado na rua, com brincadeiras que utilizavam bolinhas de cera cheias de água perfumada que eram jogadas nos foliões, banhos com baldes dágua do mar, pinturas com graxa, barro e banha com carvão de fundo de panela.
Conforme informações da Secretaria de Comunicação do município, "a partir de 1920 as brincadeiras com água foram sendo substituídas por confetes e serpentinas. Embora as pinturas no rosto permanecessem, as roupas foram adquirindo um colorido, surgiram as camisetas listradas, os chitões."

Surgiram os primeiros cordões carnavalescos e em 1924 foi criado o bloco do boi, que se destacou pela dramatização, ritmo e figuras inspiradas no folclore brasileiro, alcançando bastante sucesso. "Em 19 de janeiro de 1924 um marinheiro conhecido por 'Pará' e um grupo de amigos funda o Bloco Carnavalesco Guaraci. O Bloco obteve grande sucesso, mas interrompeu suas atividades voltando em 1933. Em homenagem a 'Pará' o Bloco passou a se chamar 'Bloco Carnavalesco Apinangés'."
Com o passar dos anos foram sendo criados os blocos de rua e alguns deles posteriormente se transformaram em escolas de samba. "A cada ano que passa, mais foliões se juntam a esses grupos, brincando o Carnaval antoninense com as mais diversas fantasias. Muitos organizam-se formando os diversos blocos atuais com suas camisetas e fantasias coloridas, mantendo a mesma criatividade e alegria que reafirma o Carnaval antoninense como sendo o mais autêntico e animado do Paraná." (E.G)





