Toda vez um salto diferente
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sábado, 26 de janeiro de 2019
Lais Taine<br>Reportagem Local 
Saltar de paraquedas pela primeira vez e saltar toda semana, como fica a adrenalina? Os instrutores responsáveis pela Fly Paraquedismo, Fábio Pelayo e Laércio Neno Gomes, contam que cada salto tem uma emoção diferente, e por isso, fundaram o clube/escola, em 2000, como uma associação voltada a divulgar e fomentar o paraquedismo. Dessa forma, os apaixonados pelo esporte conseguem praticar e dar continuidade às atividades na região.
"Eu salto desde 1995, sempre gostei de aventura, de filme de avião, como Top Gun", ri Fábio Pelayo. Quando começou, tinha 16 anos e, apesar da ousadia, os pais sempre apoiaram. "Eles não são muito da aventura, mas nunca foram contra. Minha mãe já fez um salto comigo", recorda. Desse esporte, surge um competidor, campeão brasileiro de pilotagem de velame com participação em campeonato mundial, em Dubai, nos Emirados Árabes. Na sede da escola, fotos enquadradas comprovam o talento.
O interesse entre amigos levou à parceria com Aeroclube de Londrina e aeroporto 14 Bis, no distrito da Warta, zona norte de Londrina, local em que oferecem saltos duplos e apresentam o curso de formação de novos paraquedistas. O valor arrecadado é revertido para treinamentos e equipamentos para o clube. "A Fly é uma associação sem fins lucrativos, a equipe não depende financeiramente dessa atividade, todos temos nossas ocupações e nos finais de semana nos reunimos para praticar o esporte", comenta Laércio Neno Gomes.
O salto duplo é a modalidade mais procurada e representa 80% do total de vendas, mas Gomes explica que há uma captação grande de novos alunos através deste primeiro contato, que apesar de não exigir nenhuma experiência, faz sentir a aventura de se jogar de um avião a 3 mil metros de altura e descer em queda livre de aproximadamente 35 segundos a 200 km/h. "Vem todo perfil de pessoas, gente que quer quebrar rotina, barreiras, quem tem medo de altura... A maioria é de pessoas já formadas, empresários, médicos, que procuram o esporte como válvula de escape. Quando chegam no chão, experimentam o alívio", indica Pelayo.
Mas se é novidade para quem nunca ousou se aventurar, para os instrutores o salto faz parte da programação semanal. "Temos o cuidado para não cair na rotina, mas salto duplo nunca é igual e salto sozinho a gente sempre faz com objetivos e modalidades diferentes. Não existe um salto como o outro, se cair na rotina vai perder a graça ou se tornar perigoso", comenta o atleta, informando que apesar de ser radical, o esporte é muito seguro e conta que ele faz parte do comitê de instrução e segurança da confederação brasileira.
Para Gomes, a brincadeira só vai ter graça enquanto houver emoção e um pouco de medo, sensações que sempre estiveram presentes, apesar de viver o esporte com frequência. "É indiferente se temos 10 ou mil saltos, sempre tem adrenalina. Cada salto é diferente, ainda mais se for duplo, cada pessoa reage de uma forma. Claro que a intensidade não é a mesma que a do início, mas se isso acabar, a gente vai para casa ver televisão", acrescenta. Mas isso está longe de acontecer com esta equipe.(L.T.)


