Alunos do Colégio Estadual Albino Feijó Sanches aprenderam sobre vários conceitos ao customizar camisetas com as cores da seleção
Alunos do Colégio Estadual Albino Feijó Sanches aprenderam sobre vários conceitos ao customizar camisetas com as cores da seleção | Foto: Saulo Ohara


Termologia, reaproveitamento de materiais, poluição ambiental e uso adequado de recursos são conceitos comuns nas aulas dos cursos técnicos de Química e Meio Ambiente do Colégio Estadual Albino Feijó Sanches, mas os professores aproveitaram a Copa do Mundo para transformá-los em uma atividade multidisciplinar e prática.

Baseados em todos esses conceitos os alunos customizaram camisetas com as cores da seleção brasileira, usando a técnica tie dye, que consiste em amarrar e tingir o tecido. Tradicionalmente, a tie dye é utilizada por várias culturas no mundo, especialmente asiáticas e africanas, também foi bastante usada pelo movimento hippie.

"Os alunos usaram conceitos de diversas matérias para saber, por exemplo, quanto de corante seria necessário para cada peça e também para a sala toda. Fizeram o reaproveitamento de camisetas velhas e usaram corante para tecidos não poluente. Depois eles irão customizar as camisetas que poderão ser usadas nos dias de jogos", conta Haydee Costa, uma das coordenadoras do Ensino Técnico em Química e Meio Ambiente. Ao todo participaram seis turmas, com alunos entre 15 e 18 anos.

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Priscila Gonçalves, também coordenadora dos cursos, explica que a atividade possibilita que os alunos exercitem sua criatividade. "Eles pesquisaram sobre a técnica e alguns trouxeram materiais diferentes para a customização. Buscamos promover sempre essas atividades, fazemos palestras e visitas. O resultado podemos ver nas aprovações do vestibular e do Enem. Com quatro anos de formação, os alunos saem mais maduros e com mais bagagem", diz ela.

Entre os adolescentes a opinião sobre a atividade foi bastante positiva. "Achei muito legal, aprendemos a customizar camisetas que não usávamos mais, acho mais fácil aprender assim", disse Gabriella Toti de Sá, 16, aluna do 1º ano do curso técnico em Meio Ambiente.

Maria Eduarda Vieira de Oliveira, 17, aluna de Química, diz que pode ver na prática conceitos de física. "Vimos como fica a temperatura da água antes e depois do soluto. Assim fica mais fácil aprender o conteúdo."

Já a expectativa sobre o desempenho do Brasil na Copa divide os alunos, que em sua maioria nunca viram o Brasil ser campeão ou pelo menos não têm lembrança disso. Vanessa Campos, 15, disse que desanimou um pouco com a seleção depois do 7 x 1 contra a Alemanha, mesma opinião de Ana Carolina Rosa, 17. Vinícius Camargo, 15, também não está muito empolgado, já que não é muito fã do esporte.

Ademir Juliano, 17, ao contrário, está bem empolgado e espera que dessa vez a Taça venha. "O time está renovado, jogo é jogo. Vou torcer bastante, em meio à crise acho que a Copa vai animar o povo." Elton Teodoro, 15, concorda com o colega. "Espero que o Brasil ganhe, nunca vi a seleção ser campeã. Em casa sempre fazemos algo e nos reunimos para assistir aos jogos", diz.

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