O conceito SlowKids nasceu em São Paulo, em 2013, pelas mãos da produtora cultural Tatiana Weberman e da produtora audiovisual Juliana Borges. A inspiração foi o movimento slow parenting, que defende a criação dos filhos com menos pressão. "O movimento SlowKids surgiu com a proposta da desaceleração, de que a criança tenha tempo para brincar, que esse brincar seja sem direcionamento, que ela tenha um tempo de qualidade com a família e que essa interação seja longe da tecnologia", conta Tatiana.
Para difundir os conceitos, foi criado um dia de brincadeiras e atividades, sempre realizado em um parque – como feira de troca de brinquedos, oficina de reciclagem, passeios pela natureza e brincadeiras tradicionais, entre outras, e que já está em sua oitava edição.
"Criamos experiências e esperamos que as famílias repitam isso em casa, porque para o SlowKids não é necessário nada, uma árvore já basta. As crianças têm muita energia, que só precisa ser direcionada. Ficamos espantadas com o número de crianças diagnosticadas como hiperativas, que tomam medicamento. Tentamos propor atividades, mas deixamos as crianças livres para brincar, sempre em áreas verdes, em comunhão com a natureza. Não somos contra a tecnologia, mas as crianças precisam ficar um tempo longe das telas", diz a produtora cultural.
Mãe de gêmeas de 2,5 anos, ela conta que as meninas já nasceram dentro do conceito do SlowKids. "Tem uma pracinha aqui perto de casa, elas são criadas junto à natureza. São crianças calmas, que conseguem se concentrar. Há muitos pediatras que recomendam esse contato com o verde. E as famílias têm o dever de abrir esse espaço, para que a criança fique ociosa. É aí que ela começa a criar. Hoje existe a adultização da criança, não a deixam agir conforme sua idade", critica. (E.G)

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