Por falta de curso específico em sua área de trabalho, Ana Flávia Dias Zammaparo, 32, não teve muita escolha senão cair nas graças do EAD. Graduada em história e arquivologia, com mestrado em história, trabalha hoje como editora em empresa de produções didáticas e literárias em Londrina.

"Eu estou fazendo MBA (Master of Business Administration) em Book Publishing e não conheço nenhum presencial em Londrina nessa área. Eu tenho feito esses cursos a distância porque queria me capacitar na área, então comecei a buscar instituições reconhecidas pelo MEC", explica. Com tema bem específico, as únicas opções encontradas eram EAD.

As aulas iniciaram em março deste ano, ocorrem duas vezes na semana no período da noite e o curso tem duração de até dois anos. Acostumada com o ensino tradicional, Zammaparo já consegue avaliar os primeiros desafios. "Tem que ter o comprometimento pessoal com o curso. Como as aulas ficam gravadas, acabo vendo outro dia e, embora eu possa fazer perguntas depois, eu acabo perdendo o tempo da coisa", afirma.

A editora não mora sozinha e depende também da compreensão do marido para que o ambiente se torne propício para os estudos. "Ele entende, me incentiva. Os desafios são mais pelo fato de ter que estar muito focado quando vai ver as aulas. Às vezes eu entro no meu quarto para estudar e fico mais pensando nas coisas que tenho que fazer", ri da desatenção.

Por isso, até agora, avalia que seu perfil ainda é voltado para o presencial. "Eu sou meio ‘old school’, gosto de ter o livro na mão, gosto desse contato, gosto de ir até a instituição e de conversar com as pessoas. Não que o EAD seja ruim, porque é muito bom", defende ainda indecisa sobre o assunto.

Para equilibrar a falta de contato, conversa entre os colegas do trabalho que estão matriculados no mesmo curso. A experiência está se tornando tendência na área dela. "Tenho um colega que faz esse curso, mas tem mais dois que estão fazendo em outra instituição. Está caminhando para uma cultura de especialização. No ano passado, vários editores fizeram um curso específico e a gente assistiu até lá na empresa, foi bem legal, tivemos o incentivo no trabalho", recorda.

Essa foi a alternativa encontrada por Zammaparo, que é formada em área diferente do trabalho que executa, por isso, busca se capacitar para ter visão mais prática com a pós-graduação. "Espero adquirir mais conhecimento, ampliar o espectro, ter noção de cotidiano em outras editoras e me capacitar em meu próprio trabalho. Como eu me tornei editora, sempre comecei a buscar a me capacitar mais para exercer melhor essa função", argumenta. (L.T.)

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