Imagem ilustrativa da imagem Rumo ao futuro
| Foto: Gina Mardones
Vinícius Eduardo Gonçalves, Desirèe Leão e Ana Gabriele Hernandes de Arruda vão levar voz para os jovens em Brasília e assim deixar seu legado



Com 16 e 17 anos, eles ainda têm toda uma vida pela frente, mas decidiram pensar desde já no futuro. Com a diferença que o que propõem não é em causa própria e sim para as próximas gerações. Selecionados entre 800 candidatos de todo o País, Vinícius Eduardo Gonçalves, Desirèe Leão e Ana Gabriele Hernandes de Arruda estão com viagem marcada para Brasília, no próximo dia 25, para representar o Paraná no Parlamento Jovem 2016.



Alunos do Colégio Estadual Albino Feijó Sanches, os três levam na bagagem os projetos que vão apresentar ao lado de outros 75 estudantes brasileiros. "Vamos para lá para termos nossa voz ouvida", avisa Ana Gabriele. É dela o projeto que trata da questão da cultura do estupro. "Proponho uma equipe multidisciplinar nas escolas desde o Fundamental 1 até o Ensino Médio para desconstruir a ideia machista. E essa ideia de mudança tem que começar desde cedo", enfatiza. "Vemos várias injustiças e queremos mudar. É muito característico do jovem essa ideia de mudar o futuro, de mudar essa realidade, de ter essa esperança", explica Ana Gabriele.

"Se os jovens participarem mais podemos ter mais jovens falando desses assuntos", planeja Vinícius. Sua proposta para o Parlamento Jovem é justamente que sejam criadas versões do PJ nas câmaras estaduais e municipais de todo o Brasil. "É muito pouco que uma vez por ano apenas 80 estudantes tenham a oportunidade. Do Paraná vão cinco representantes", contabiliza o estudante.

Já a matemática de Desirèe acabou assustando muitos colegas quando souberam do projeto dela. Afinal, ela propõe a elevação da média nas escolas públicas, que passaria de 50 para 60.

"O objetivo não é prejudicar e sim descobrir o potencial dos alunos", explica. O que Desirèe percebeu é que muitos deixam para correr atrás das notas apenas no último bimestre e que acabam se surpreendendo do que são capazes. "Acredito que o aluno vai ter que se dedicar um pouco a mais e se preparar para entrar tranquilamente numa faculdade. Não é só para passar de ano, mas para levar essa dedicação para a vida, uma mudança de comportamento."

"Mesmo que não se torne uma lei futura, o que nós queremos é um benefício para a sociedade", conta Desirèe. "Sabemos que não vai acontecer agora, não vai ser imediato, mas estamos levantando uma bandeira", diz Ana Gabriele.

mockup