Recheados de história
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sexta-feira, 17 de agosto de 2018
Lais Taine<br>Reportagem Local 

Como falar de doce e não mencionar os bolos tradicionais de Vilma Cordeiro? A confeiteira faz 40 anos de carreira neste ano e guarda muitas histórias ao lado do primeiro forno industrial aposentado somente no ano passado e com a batedeira quarentona que ainda segue firme como a mão da dona.
Com tanto tempo de carreira, Cordeiro comenta que já fez bolos para até cinco gerações da mesma família e afirma que a clientela é fiel. "Teve uma cliente que pediu para fazer o bolo de 40 anos contando que eu tinha feito o do primeiro aniversário dela", diz orgulhosa. O de abacaxi com ameixa ainda é o mais vendido.
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Na história da produção, os de noiva ainda são os mais trabalhosos e os que mais sofreram influência da modernidade. "Antigamente, usava-se muito decoração com muitas flores, agora é diferente, mudou tudo, é biscuit, flores diferentes, como orquídea. O próprio buffet tem o arranjo para o topo do bolo e até bolo fake", explica.
Cordeiro lembra das flores de organza que fabricava para decorar seus bolos para casamento, que no início eram gigantes. "Muitos casamentos só tinham o bolo para oferecer, então eram 40 kg ou 50 kg de bolo. Era gigante, parecia um pneu", ri com o passado. "Eu tenho até hoje a geladeira para conservar esse tipo de bolo, ela tem profundidade e largura grandes para poder comportar", acrescenta.
Apesar das mudanças nos sabores, decorações e tamanhos, a confeiteira continua fazendo sucesso. "Fui me adaptando, pegando receitas, técnicas. Hoje as coisas simplificaram mais, agora é tudo mais prático, não faço mais tanta decoração. Antes, eu fazia bolo de palhacinho, outro com margaridas, dava trabalho e as pessoas não valorizam. Mas faço o da noiva, que é muito bonito", argumenta.
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