Rambutan, olho-de-dragão, mangostão?
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sábado, 12 de janeiro de 2019
Lais Taine<br>Reportagem Local 

A procura pela pitaya se repete na Casa Onishi, no Marcado Municipal Shangri-lá. Vermelha, branca, amarela, tem de todas as cores e sabores. O damasco seco todo mundo conhece, mas alguém já provou a fruta in natura? Parecida com um pêssego, só que mais delicada, ela é a mais cara do estabelecimento, chegando a custar R$ 80,00 o quilo.
A banca é conhecida por trazer coisas diferentes. A proprietária Marina Onishi, 56, recorda alguns itens que já ofereceu. "Já tivemos aqui o olho-de-dragão, rambutan e mangostão", enumera. Olho-de-dragão, rambutan, mangostão? "Elas são frutas asiáticas e quem procura são as pessoas que já provaram em alguma parte do mundo e querem ter a experiência de novo", explica. A lichia, que também é de origem asiática, fazia parte do grupo, mas perdeu o status de raridade. "Ela já se popularizou e está mais fácil de encontrar agora", afirma.
As exóticas são bastante procuradas e também as mais caras. "Não é porque são importadas, algumas são brasileiras, mas são raras aqui na nossa região", explica Onishi. Para ela, é importante oferecer esse tipo de produto, pois há mercado para ele. "Sempre vem alguém perguntando, gente que sai do tradicional banana e laranja. Aqui temos até muita procura por frutas do norte brasileiro, como açaí, cupuaçu, mas não recebemos, o transporte fica inviável", explica.
A banca é bastante colorida e algumas frutas impressionam. Um caqui maior, carambola que já não é mais tão simples de encontrar, ameixas bem brilhantes... Tudo que um olhar destreinado percebe, mas quem trabalha diariamente com as espécies já não se surpreende mais, mostrando que o exótico, às vezes, é também relativo.


