Falafel, tahine, kibe, esfiha, arroz com amêndoas, kafta, raha (bala de goma), baklava (doces com amêndoas e água de rosas ou laranjeira)... A lista de delícias árabes é infinita. E é através delas que o empresário jordaniano Hazem Khoury mantém vivas as tradições de seu país. Casado com uma brasileira e pai de dois meninos, ele é o proprietário do Zaki Sabor Árabe, um estabelecimento que reúne produtos e pratos árabes. O comércio inclusive foi montado justamente porque ele não encontrava no Brasil alguns dos ingredientes que precisava para cozinhar.

"Aqui é tudo muito tradicional, com os temperos iguais ao que se usa no meu país. Qualquer árabe que vier comer aqui vai reconhecer os sabores. Nosso tabule não leva pepino nem hortelã, por exemplo. Já me pediram para mudar algumas receitas em ocasiões especiais mas eu me nego", conta.

Morando há 16 anos fora da Jordânia e há oito no Brasil, Khoury conta que sente muitas saudades de seu país e usa a tecnologia e as redes sociais para manter contato com amigos e familiares.

Morando há oito anos no Brasil, o empresário jordaniano Hazem Khoury difunde a culinária árabe com muito orgulho em Londrina
Morando há oito anos no Brasil, o empresário jordaniano Hazem Khoury difunde a culinária árabe com muito orgulho em Londrina | Foto: Fotos: Ricardo Chicarelli



Embora fale português de forma fluente, com os filhos ele só fala em árabe, uma forma de ensinar as crianças sobre sua história. "Também ouvimos músicas árabes no carro, mostro fotos e vídeos da Jordânia. O Lucca já foi para lá e no próximo ano pretendemos voltar, para levar o Antônio. Mas gosto da cultura brasileira também", diz.

Boa parte das refeições da família é feita com pratos árabes, devido à praticidade do restaurante, mas ele confessa gostar de bolinho de carne – uma receita tradicional da família da esposa - e também de escondidinho. "Nossa culinária usa muitos temperos, especiarias, por isso acabo achando a comida brasileira meio sem gosto. Mas sou louco por escondidinho."

Outro hábito cultural que ele faz questão de manter é falar com os filhos como homens, e não como crianças. "Meu pai falava comigo como homem. Eles são crianças mas vão ser homens, então devo falar com eles como homens. Meu pai é bastante tradicional. Quando liguei contando que a Aline (esposa) estava grávida de um menino, ele ficou muito feliz, porque o nome dele seria passado para frente. E quando tivemos outro menino ele ficou mais feliz ainda", afirma.

Outro momento em que a cultura se fez presente foi no casamento. Além de músicas e doces árabes, o casal contratou dançarinas árabes, podendo mostrar para os convidados um pouco de como se comemora uma união na Jordânia.

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