Lissandra Granado, personal organizer: após a formação inicial, os profissionais podem se especializar por áreas de atuação
Lissandra Granado, personal organizer: após a formação inicial, os profissionais podem se especializar por áreas de atuação | Foto: Divulgação



O profissional da organização existe desde 2000 no Brasil, mas ainda parece uma novidade. Lissandra Granado, diretora da Personal Organizer Londrina, afirma que o londrinense está descobrindo o serviço e que o mercado tende a aumentar com a popularização de séries e livros.

"O londrinense começa a enxergar os benefícios, porque a desorganização não é uma coisa esteticamente feia, ela traz inúmeros prejuízos, como ansiedade e depressão, por exemplo", explica. Com esta percepção, a busca pelo trabalho começa a crescer. "Às vezes a pessoa não tem tempo, não sabe como fazer ou não quer organizar, então ela contrata o serviço", indica.

A diretora forma novos profissionais por meio do Master Class Personal Organizer e percebe aumento da procura pela formação. Ela explica que o trabalho ainda é elitizado, voltado para a Classe A, mas acredita que a divulgação por meio de programas de TV, livros e séries (como a de Marie Kondo), a tendência é que o mercado se torne mais conhecido.

FORMAÇÃO
"O nosso trabalho está em três pilares: descarte, categorização e setorização", explica. No Brasil não existe faculdade, a formação é por meio de cursos livres oferecidos, na média, em dois dias. Após a formação inicial, os profissionais podem se especializar por áreas de atuação, como organização corporativa, digital, pós-luto, para idosos, para recém-nascidos, etc.

CUSTOS
Os serviços podem ser aplicados em apenas um cômodo ou na casa toda e também podem ser contratados para determinadas atribuições, como organização da mala ou da mudança da casa. O habitual é que o profissional vá até o local e avalie o ambiente providenciando medição de armários e registrando o ambiente por fotos. Esta visita terá um custo que pode ser negociado no fechamento do contrato. Deste apontamento, o personal organizer consegue calcular o tempo de serviço e o custo, que pode ser cobrado por hora, diária ou projeto.

Durante a organização, é preciso que um morador ou empregado doméstico esteja na casa para ajudar na avaliação e também aprender as técnicas para que a ordem se mantenha. Após um período combinado, o profissional retorna à casa para a manutenção e avaliação da proposta aplicada. A indicação é que os iniciantes cobrem R$ 400 a diária, mas o valor pode subir conforme a experiência e especialização dos profissionais.

ESTIGMA
A profissionalização da organização ainda é vista com estigma. "Algumas pessoas ainda veem a gente como diarista de luxo, não tem nada a ver com isso", defende Granado. O trabalho não envolve limpeza e, por desconhecimento, muitos desvalorizam o serviço. "A pessoa fala: 'não vou pagar R$ 400, R$ 700 para dobrar roupa', mas o que eu entrego não é uma dobra de roupa, é tempo, qualidade de vida, redução de estresse, redução de ansiedade, é ver as coisas fluindo em um lar, porque nada mais gostoso do que estar em uma casa organizada", afirma.

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