Produção local valorizada
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quarta-feira, 07 de dezembro de 2016
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 

Incentivar o comércio local comprando diretamente de quem produz é o objetivo de muitas pessoas adeptas do movimento #compredequem faz. Londrina conta com diversos produtores dos mais diferentes itens de alimentos a obras de arte, que movimentam o comércio local e colocam em contato quem compra e quem produz. Há quase um ano três jovens talentos londrinenses se uniram e criaram o Ateliê Coletivo Casa Madá.
Os artistas plásticos Letícia Albanez e Hígor Mejia e a designer de moda Lubia Domingos queriam um espaço para expor e vender suas peças e decidiram alugar uma casa. Era no quintal desse espaço que eles expunham as peças em edições especiais da Feira Madá. "O espaço era meio limitado e há dois meses fomos convidados a expor no Museu de Artes. Com mais espaço pudemos convidar outros expositores", conta Letícia.
A feira é realizada no Museu uma vez por mês e terá sua terceira edição agora em dezembro. A maioria são jovens produtores, que se preocupam com a origem da matéria-prima e também com a sustentabilidade. Letícia, por exemplo, usa descarte de fábricas de produtos em couro para fazer as capas de cadernos e agendas que comercializa. Hígor produz telas e Lúbia fabrica camisas. Com o sucesso do empreendimento, outros produtores estão sendo convidados para expor e até dar cursos na casa.
"As pessoas estão começando a fazer a escolha por pessoas que elas conheçam. Quanto mais valorizarmos esses produtos e os produtores, mais as pessoas vão viver do que gostam", afirma Letícia.
"Se torna uma relação de amigos, conhecemos as pessoas, o trabalho, a produção. Às vezes o produtor até é acessível, mas não está no local de venda. Nas feiras temos a oportunidade de conhecer quem fez. Quando eu falo que fui eu que fiz, há um entusiasmo diferente. E conhecendo a pessoa sabemos como produz, como descarta o lixo. É legal também porque as pessoas nos pedem dicas de quem faz algum tipo de produto", conta Hígor.
Por tudo isso, a oportunidade de expor no Museu uma vez ao mês também é vista com bons olhos pelos jovens. "Eles têm uma capacidade maior de divulgação, aqui é uma rua central. Fazemos uma curadoria para sempre termos produtos diferentes, de preferência feitos à mão, com design e sustentabilidade, além de serem exclusivos", finaliza Letícia.


