Diretora de pós-graduação da PROPPG – Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UEL, Sílvia Ferreira Meletti diz que há alunos que optam pelo mestrado logo após a graduação e aqueles que voltam depois. "Mais do que o objetivo do alunos, o que direciona essa escolha é o contato que ele tem com a pesquisa durante a graduação. Quem participa de iniciação científica tende a entrar mais rápido na pós-graduação stricto sensu. Acho que isso pesa muito mais na escolha do aluno", explica.

A professora explica que tanto a iniciação científica quanto a pós-graduação stricto sensu vão formar pesquisadores, que são uma forma de atuação profissional, mas há profissionais que voltam muito tempo depois da graduação, em busca de aprimoramento ou ainda como uma maneira de mudar de área de atuação. Ela pondera também que a questão financeira pode pesar na hora de decidir por se dedicar ao mestrado, pois se a bolsa for insuficiente, o aluno vai precisar trabalhar.

Para aqueles interessados em buscar uma vaga no processo de seleção, Meletti diz que são várias as etapas de avaliação, sendo algumas eliminatórias e outras, não. A última etapa é a avaliação do currículo do aluno. "A experiência em pesquisa pontua, mas a experiência profissional conta também. Ter participado de pesquisas, divulgar essa pesquisa em livros e congressos e ainda participar de grupos de pesquisa contam pontos a favor do candidato, mas não garantem a vaga", afirma.

Já a vida pessoa do candidato, por exemplo, se é casado, se irá trabalhar durante a pós-graduação e principalmente para as mulheres, saber se tem ou pretende ter filhos não são fatores de avaliação. "As questões pessoais não garantem nada. Alunas com filhos ou que têm filhos ao longo do processo podem concluir tudo em tempo e o contrário também pode acontecer. Nem a condição socioeconômica do candidato pode ser levada em consideração. Isso é uma forma de discriminação e a universidade repudia terminantemente, cabendo inclusive denúncia", alerta. (E.G)

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