Imagem ilustrativa da imagem Presentes afetivos
| Foto: Marcos Zanutto
Com um trabalho sensível e delicado, o agrônomo paisagista Arthur Gonzaga produz pequenos vasos e terrários como opções de presentes e costuma surpreender amigos com poemas e músicas. Veja vídeo utilizando a tecnologia da Realidade Aumentada



Assim como os meses passam muito rápido, depressa passa também o seu tempo para lidar com o dia a dia. Já é fim de dezembro, é Natal! Neste clima convidativo para a reflexão, fica a pergunta: quanto tempo é dedicado a você e a pessoas que você ama? É possível reverter a situação celebrando o Natal com presentes cheios de talento e carinho.

Um poema, uma música, uma carta, um bolo... Para Arthur Gonzaga, as flores foram as escolhidas. "Para que eu vou dar uma camiseta se você pode ir lá e comprar para você?", questiona. Com isso, o agrônomo paisagista sempre presenteia as pessoas ao seu redor com os mimos que ele mesmo planta e cultiva. "Eu gosto de usar a técnica oriental chamada Wabi-Sabi, que trabalha com formas imperfeitas, com o rústico, objetos que possuem história e que vão agregar valor."

Isso explica a espada de São Jorge plantada em uma botina e que ganhou todo o charme em cima da mesa na sala de jantar de Gonzaga. "Eu já comprei peças de carros, máquinas de moer carne... É uma peça única que tem relação com a pessoa, se é uma pessoa jovem ou mais velha, se eu conheço a história da pessoa... Cada presente é único, ninguém vai ter igual", orgulha-se.

Para quem trabalha com plantas e vive rodeado delas, presentear com um vaso ou um terrário parece simples, mas engana-se quem pensa que o paisagista fica só em sua área. "Geralmente, quando é aniversário de um amigo, eu agrego um poema. Não gosto de ler a poesia, eu decoro e interpreto", conta ele, que já fez Escola Municipal de Teatro, na Funcart (Fundação Cultural Artística de Londrina).

Como toca violão, arrisca também a presentear os amigos com uma música. Assim, vai agregando talento e carinho para agradar ao próximo. "As pessoas ficam surpresas, com sentimento de gratidão porque aquilo foi feito para elas, que eu fiz pensando nelas, mesmo quando recebo encomendas para as plantas, gosto de saber as características do presenteado", afirma.

Com um trabalho sensível e delicado, impossível não se encantar com o carinho dedicado às peças. Apesar de seu talento para a produção de paisagens, que até recebe encomendas, Gonzaga compreende que todo mundo pode produzir esse ou outro tipo de presente. "Tem gente que gosta, mas tem medo de arriscar. Há também os que têm talento para outros tipos de artesanato. Nesses tempos de sustentabilidade, podemos aproveitar o que é possível", finaliza.

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