Imagem ilustrativa da imagem Por que procuramos por aventura?
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Algumas pessoas gostam de se expor à sensação de risco, outras preferem a segurança. Gostar ou não de aventuras é uma questão individual relacionada ao comportamento e estado de espírito de cada um. Isso faz com que algumas pessoas procurem novas sensações em situações arriscadas.

Segundo a analista junguiana Sônia Lunardon Vaz, de Londrina, vários motivos levam à busca por aventura. "Desejo de escapar da rotina, enfrentar os medos, mas, acima de tudo, para sentir uma maior intensidade de vida. A rotina do dia a dia, trabalho-casa-trabalho, acaba gerando baixa intensidade de vida", explica a especialista.

A procura incessante por potencialização do prazer também leva a atitudes inconsequentes, mais visível nos jovens. "Bebem tudo, devoram tudo, se drogam e fazem sexo ao máximo. Esforçam-se para isso porque é muito legal, mas, no fim, acaba sendo tedioso", afirma. Isso porque, segundo a analista, o prazer não se encontra no marasmo, nem na euforia, mas na degustação demorada das sensações e algumas até podem envolver situação de risco, "mas é um risco seguro, porque tem uma série de aparelhos e equipamentos que vão trazer segurança."

PRAZER E RISCO

De acordo com Vaz, sentir o perigo tem relação com o prazer para algumas pessoas. "Do mesmo jeito que existe prazer na pulsão de vida, existe na pulsão de morte. Por isso, muitos sentem prazer em fumar cigarro, porque você corre um risco, foge da regra. Do mesmo jeito é a traição, fazer algo errado e ter a sensação 'será que vou escapar?'", aponta.

Neste aspecto, a psicóloga considera que há um limite. "Até onde é um risco e até onde passou disso para suicídio? Se você passa do limite, está procurando a morte e não mais o prazer da intensidade de vida", alerta. Assim, afirma que algumas pessoas que se arriscam muito estão mais próximas de uma patologia e desvalorização da vida do que da busca por intensificá-la.

TIPO PSICOLÓGICO

A analista explica que pessoas extrovertidas tendem a procurar mais por aventuras que as introvertidas. As primeiras gostam de mais atividades, de estar com muitos amigos e possuem a tendência pela busca de interesses mais radicais. As introvertidas contentam-se com a leitura de um livro, filmes e conversas com poucos amigos. É a mesma relação entre os sensitivos e intuitivos. "A pessoa que é mais do lado da sensação, também gosta mais do esporte que mexa com o corpo. A mais intuitiva gosta de atividades mais imaginativas", acrescenta.

Entre os mais reservados, controladores, enfrentar uma situação de risco pode ser positivo. "Eu recomendo, geralmente, que façam alguma atividade como trilha de moto ou andar de bicicleta em trilhas. Quando a pessoa vive muito estresse, muito centrada nas preocupações, muito fechada, cheia de problemas, é necessário ter um hobby, fazer algo que dê mais prazer a ela, porque isso desestressa e te coloca em contato com outras pessoas e situações", recomenda.

Sair da rotina e enfrentar uma atividade que tire o controle pode ser bom desde que dentro dos limites seguros que devem ser definidos por cada um. "Tem que ser moderado, é o que faz bem para tudo: trabalho moderado, diversão moderada, tudo assim faz bem", finaliza.

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