Por onde começar?
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 20 de julho de 2018
Lais Taine<br>Reportagem Local 
Enquanto as agências especializadas em intercâmbio podem orientar quem quer fazer uma especialização, MBA ou cursos de capacitação no exterior, os estudantes interessados em mestrado e doutorado podem ser auxiliados por instituições locais. "A pessoa já faz um mestrado e doutorado e quer fazer o doutorado sanduíche (que permite uma parte da pesquisa fora), ela só vai conseguir por meio da universidade aqui", explica a agente de viagens Gabriella Debértolis.
A UEL (Universidade Estadual de Londrina) possui a ARI (Assessoria de Relações Internacionais) que faz as intermediações internacionais da instituição e possibilita que os alunos matriculados tenham a oportunidade de fazer o intercâmbio. Atualmente, possui vínculo com 115 instituições do exterior entre acordos de colaboração, mobilidade ou cooperação.
"As instituições de fomento possuem editais direto para o aluno e editais que fornecem recurso para as universidades. Nesse último, a universidade faz a seleção, auxilia o aluno na intermediação com o exterior, entra em contato com o orientador lá. Então, toda parte acadêmica vem da instituição", explica Fábio de Oliveira Pitta, assessor de relações internacionais da UEL.
No entanto, na questão da pós-graduação, o assessor afirma que a parte que envolve a matrícula dos alunos vem da PROPPG (Pró-Reitoria de Pós-Graduação), que orienta os estudantes na questão acadêmica dessa relação. Portanto, indica que o primeiro passo para quem tem interesse no doutorado sanduíche, é buscar no próprio programa as oportunidades de bolsa e conseguir o contato com instituições no exterior.
MAIS ACESSÍVEIS
Atualmente, as bolsas para os programas de doutorado sanduíche, que são aqueles que permitem fazer uma parte da pesquisa fora (de 3 a 12 meses), estão mais acessíveis. "Nunca é no primeiro e nem no último ano, é no meio, por isso o nome de sanduíche. Tem a carga de complemento de crédito, então você tem essa experiência, incluindo o trabalho dentro da sua tese", explica Pitta.
Já os mestrados e doutorados plenos, aqueles feitos integralmente no exterior, dependem de editais direto das agências de fomento, sem intervenção da universidade. "As bolsas que vêm para os programas têm um número menor de competidores. Para uma bolsa plena, com edital direto pela Capes ou CNPQ, a concorrência é maior", avalia o assessor.
AVALIAÇÃO
Cada programa possui uma nota de avaliação da Capes, portanto, aqueles que possuem notas mais altas, terão maior número de bolsas para distribuir para os alunos. Segundo o portal Ciências Sem Fronteiras, o objetivo dessa internacionalização é apoiar o aluno matriculado no Brasil no aprofundamento teórico, coleta e tratamento de dados ou desenvolvimento parcial da parte experimental da sua tese.
O sistema de mobilidade traz maior riqueza e qualidade para o ensino e pesquisa do Brasil. "Esse processo de internacionalização está acontecendo de forma muito forte, muito intensa em outras universidades. Então, a ARI está permitindo e incentivando essa política de internacionalização dentro da UEL", defende Pitta. (L.T.)


