#PONTOS DA SEMANA
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de setembro de 2019
Isabela Fleischmann - Grupo Folha 
#BIENALDOLIVRO
Na quinta-feira (5), o prefeito Marcelo Crivella (PRB) mandou recolher os quadrinhos em que dois homens se beijavam na HQ 'Vingadores, a cruzada das crianças'. A ação culminou com a suspensão pelo STF da liminar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que impedia a circulação de livros com temática LGBT+ na Bienal. Pela decisão, o ministro Dias Toffoli lembrou que a Constituição não atribui ao termo “família” a distinção entre casais héteros ou homoafetivos. O assunto polarizou opiniões e as hashtags #LeiaComOrgulho #ResisteBienal #CensuraNaBienal subiram nos Trends Topics do Twitter. Em resposta, o Youtuber Felipe Neto, junto a editoras, promoveu uma ação que distribuiu gratuitamente 14 mil exemplares de livros com a temática LGBT+.

#PROIBIDOS
A proibição do livro pela prefeitura do Rio teve um efeito colateral. No sábado com a ação do youtuber Felipe Neto, a Bienal bateu recorde de público, o faturamento da feira triplicou na edição deste ano. As obras com temática LGBT foram anunciadas nas vitrines como “proibidos pelo Crivella” e acabou por gerar mais lucro para editoras. Quatro obras da Faro Editorial se esgotaram. Livros considerados perigosos, subversivos ou imorais foram proibidos ao longo da história da humanidade (veja a lista abaixo). Assim aconteceu, também, com músicas e programas de televisão, mas o mais curioso foi a proibição de um de acorde no século 6 d.C. O trítono, som, conhecido como “do diabo”, foi proibido pela Igreja Católica até o ano 18 d.C. por soar desarmonioso. O trítono é o intervalo de três tons inteiros entre o Dó Maior e o Fá Sustenido. A mitologia criada em cima do trítono fez a fama do acorde que passou a ser usado em músicas modernas de bandas como o Black Sabbath e o Metallica.
(Ouça o acorde proibido no trecho do som da banda Black Sabbath)
#MAISPROIBIDOS

#PAISCONTRAFELIPENETO
Em sua defesa, na noite de domingo (8), Crivella foi ao Twitter afirmar que não se tratou de censura nem homofobia. “A questão envolvendo os gibis na Bienal tem um objetivo bem claro: cumprir o que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. Queremos, apenas, preservar nossas crianças, lutar em defesa das famílias brasileiras e cumprir a Lei.” E, apoiadores do prefeito subiram a hashtag #PaisContraFelipeNeto, mas surtiu efeito contrário e os internautas viraram a etiqueta a favor do youtuber

#MISERÊ
Nessa semana o procurador de Justiça de Minas Gerais, Leonardo Azeredo dos Santos, abalou a internet quando um vídeo do dia 12 de agosto, no qual ele reclama da baixa remuneração da categoria, viralizou. Em reunião extraordinária da Câmara dos Procuradores em Belo Horizonte, Azeredo afirma que está baixando o seu estilo de vida para poder sobreviver, chama salário de "miserê" e pergunta "Como é que um cara vai viver com 24 mil reais?" - O Folha Mais pediu para que o economista e colunista da FOLHA, Marcos Rambalducci, nos ajudasse a responder essa pergunta. Confira no Gráfico:



#BREXIT
O parlamento inglês nega a proposta para convocar novas eleições gerais no próximo dia 15 de outubro. E, a internet acompanha pela tag #BrexitChaos a derrota de primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. A ideia do premiê era, com essa proposta, agilizar a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, o que foi proibido pelo legislativo até um acordo com o bloco.

#FOLHARESPONDE - O que é hashtag (#)?
O termo hashtag (hash: "jogo da velha" e tag: etiqueta em livre tradução) foi usado no Twitter pela primeira vez há 12 anos, pelo designer americano Chris Messina (@chrismessina) com o intuito de reunir conversas por temas. Através do símbolo cerquilha (#) precedendo palavras é possível marcar ou categorizar assuntos diferentes como #férias ou #eleições que podem ser rapidamente encontrados por outros usuários interessados no assunto. Outras redes sociais, como o Facebook, Instagram e Pinterest, também se renderam as etiquetas e liberaram para os usuários organizarem e identificarem conteúdo.

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