Seja na categoria lato sensu, em que se inclui os cursos de especialização e MBAs (Master Business Administration); ou stricto sensu, com programas de mestrado e doutorado, é possível explorar outras culturas e países que aceitam brasileiros em suas instituições. Com a globalização, acesso a informação e incentivos públicos e privados, estudar fora está cada vez mais comum e a experiência promete crescimento pessoal, profissional e acadêmico.

Falar outro idioma, aprender novas culturas, conhecer outras instituições. As promessas da pós-graduação no exterior são atrativas, mas é preciso estar atento ao perfil de cada área. Segundo Gabriella Debértolis, agente de viagens do Intercultural de Londrina, a procura por cursos como especialização, MBA ou até técnico e tecnólogo pode ser facilitada por meio de assessoria de empresa especializada, já os mestrados e doutorados podem ter auxílio na própria instituição local.

"Muitos escolhem Estados Unidos e Inglaterra para o MBA, mas pode ser uma pós mais curta. A pessoa pode querer estudar em uma área mais específica em que aquele país tem grande influência", explica. A agente indica os colleges, que são instituições públicas de ensino superior. "É mais difícil entrar em uma universidade do que em um college. No primeiro, o acesso seria melhor pela universidade local, porque vai precisar de um professor indicador do aluno aqui", afirma.

PAÍSES ABERTOS

Canadá, Austrália e Nova Zelândia são os países mais abertos. Segundo Debértolis, o Canadá é um país que permite que o estudante leve o cônjuge com visto de trabalho e os filhos podem estudar nas escolas públicas do país. Além disso, os cursos oferecidos nos colleges permitem trabalhar e estudar ao mesmo tempo.

"Os colleges têm programas como o Certificado (8 meses) e o Diploma (2 a 3 anos), que são equivalentes aos ensinos técnico e tecnólogo aqui. Então, por exemplo, você quer fazer dois anos de engenharia civil porque já é formada na área, pode optar pelo college", explica. O Canadá também permite que o estudante continue trabalhando durante um tempo após a finalização do curso.

Já a especialização e MBA vão exigir uma equivalência de currículo. "O diploma precisa ser muito específico para conseguir entrar, pois a graduação daqui tem que ter cumprido os mesmos créditos exigidos lá", explica. Por isso, é importante saber quais são as alternativas de capacitação e analisar o perfil de cada um, avaliando custos, tempo de duração e país para onde se deseja ir.

EXIGÊNCIAS

Cada país possui seus critérios, mas ter proficiência no idioma do local escolhido é exigência comum. Dependendo da modalidade, é possível fazer o Foundation Pathway, que é um curso de inglês preparatório que se faz antes de iniciar o programa de estudo decidido. Outros níveis vão exigir nota mínima em exame internacional da língua estrangeira, como IELTS (International English Language Testing System), que exige nota mínima de 6,5.

VISTO

"É preciso mostrar que se tem fortes vínculos com o Brasil", explica Debértolis. Portanto, é interessante entregar documentos que comprovem compromisso no País, como matrícula em universidade aqui ou trabalho em empresa e também comprovar que há renda suficiente para se manter lá durante todo o período. "Os cursos custam em média US$ 15 mil por ano sem seguro-viagem, acomodação, alimentação e transporte", afirma.

A intenção é que o interesse da viagem transpareça a proposta de capacitação e abertura de novas oportunidades. "Eles querem pessoas que agreguem e não que suguem a economia deles. Eles precisam entender que é um plano e não uma fuga", afirma.

DIPLOMA VÁLIDO?

Antes de começar o processo de matrícula, é importante confirmar com o MEC (Ministério da Educação e Cultura) se aquela grade permite a validação do diploma no Brasil. No entanto, segundo a agente de viagens Gabriella Debértolis, ainda que não haja a validação, a experiência por si só já vai contar pontos. "Ter no currículo a experiência de um intercâmbio já vai ser tão grandioso quanto o diploma. Pode até não ser barato, mas se for pensar o retorno e crescimento, vale muito a pena", argumenta.

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