Verônica Pereira entre a mãe Maria de Fátima Pereira e os filhos Nathalia, 19, Alexia, 13, e Abner, 7: várias formas de demonstrar o amor
Verônica Pereira entre a mãe Maria de Fátima Pereira e os filhos Nathalia, 19, Alexia, 13, e Abner, 7: várias formas de demonstrar o amor | Foto: Marcos Zanutto



Mãe de três filhos, filha mais velha entre três irmãos. Verônica Pereira, 37, viveu a experiência de reconhecer as diferenças de demonstração de afeto entre as gerações em sua própria família. Não trata-se de amor maior ou menor, mas de contexto e personalidade.

"A minha mãe sempre foi mais fechadona, mais na dela. Ela sempre trabalhou fora, nunca foi muito de falar que ama, mas sempre demonstrou. Estava sempre participando, perguntando se estava tudo bem, sempre por perto", conta a secretária. No entanto, afirma que depois que eles cresceram, o comportamento mudou, agora há presença maior do toque: abraço, carinho, dizer que ama.

As coisas mudaram depois que a filha tornou-se mãe. "Depois que eu tive filho mudou um pouco, eu comecei a dar mais valor a ela. Coisas que eram mais insignificantes ou que passavam despercebidas eu passei a valorizar mais", afirma. Essa mudança de comportamento pode ter dado a abertura que faltava e o acesso ficou mais fácil.

Pereira vê diferença na relação com os próprios filhos. Como a mãe, acredita também não ser muito expansiva e, por isso, conta com a ajuda das redes sociais. "Por mais que eu seja uma pessoa fechada e que não fale muito, às vezes eu publico alguma foto falando que amo, é uma forma de expressar", afirma. Os filhos utilizam o mesmo método.

Por isso, considera que as redes sociais vieram para ajudar neste aspecto. Ajudar. Porque a família não utiliza apenas essa via de expressão. "A gente sai bastante junto, até quando chega do serviço, abraça, brinca, a gente é bem molecona", ri. Até acredita que os filhos sejam mais comunicativos. "São mais afetuosos do que eu fui com a minha mãe. Me abraçam, me beijam e falam que amam. Eles realmente demonstram, coisas que eu não fiz", reconhece.

Para ela, a conversa é a melhor forma de demonstrar carinho, no entanto, no silêncio das ações há formas de amor, como no cuidado com a casa e preparação do almoço. No dia da entrevista, Pereira lembrou que por conta da folga no trabalho, havia feito o cardápio escolhido pelo filho mais novo. "Fiz o que ele quis hoje, eu acho que é uma forma de carinho", afirma.

Nessas diferenças, sempre é bom deixar claro que apesar das formas de expressão, Pereira sempre amou a mãe e sempre sentiu-se amada. Na dúvida de não ter sido bem compreendida, confirma: "Eu queria dizer que eu a amo muito e que eu me espelho muito nela. Tenho muito orgulho dela", finaliza.(L.T.)

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