Para todos os públicos
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sexta-feira, 13 de abril de 2018
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Socialização, se exercitar, aumentar a autoestima e autoconfiança, relaxar corpo e mente. São diversos os motivos pelos quais as pessoas buscam as aulas de dança, mas turmas cheias e eventos provam que essa procura é cada vez maior.
O casal de professores Eliezer Rodrigues dos Santos e Gabriela Alves Inácio trabalham na A2 Escola de Dança e contam que recentemente o público jovem tem aderido mais da dança de salão, principalmente do forró e do zouk, um ritmo vindo do Caribe e que já criou características próprias no Brasil. "As pessoas perceberam que precisam saber dançar. A dança de salão é muito forte em Londrina, temos inclusive locais que oferecem aulas gratuitas e aumentou também os locais para dançar", conta ele.
Inácio explica que o zouk traz mais liberdade para a dama, que não precisa ser conduzida o tempo todo. Aliás, ela destaca que hoje as mulheres já são incentivadas a convidar os homens para dançar e não a ficarem esperando ser convidadas.
"(O zouk) É uma dança sensual, que rompe padrões pois pode ser dançado também por um casal de homens ou de mulheres. O zouk explora bastante o corpo, são ritmos que atraem os jovens pela sensualidade, mas sem ser vulgar. Como em outras modalidades de dança também têm passos a serem seguidos."
O engenheiro eletricista Filipe Soares Carraro faz aulas de dança há cerca de dois anos e há uns cinco meses começou a fazer aulas de zouk. "Eu já tinha feito aulas de sertanejo, forró e bolero, mas o zouk me chamou a atenção por causa da musicalidade, a sensualidade e a forma de encaixar os passos na música. Eu sou um pouco tímido e queria fazer novas amizades, conhecer pessoas para além do círculo que frequento na engenharia. Fazer dança foi a melhor coisa que aconteceu, fiz amizades para a vida toda", garante.
Solteiro, ele diz que não é preciso ter uma parceira para ir nas aulas e justamente poder dançar com pessoas diferentes a cada aula é um aprendizado a mais. "Cada um tem a sua particularidade na dança e isso é muito legal, você faz novas amizades. A dança agrega em tudo: na autoconfiança, na forma de você se expressar e te ajuda a aflorar outros sentidos na vida."
Santos e Inácio dão aulas de zouk e samba de gafieira e contam que nas aulas incentivam a troca de parceiros, por isso não é necessário levar um par para as aulas. "Tentamos montar turmas equilibradas com a mesma quantidade de homens e mulheres, a maioria dos alunos vai sozinha", conta Santos.
Mesmo nos bailes promovidos pelas escolas ou clubes não é necessário ir acompanhado, já que sempre há muitas pessoas que também gostam de dançar e estão sem par. "Também é possível contratar dançarinos para eventos, há locais que oferecem essa possibilidade", diz ele.
"Dançar é uma forma de relacionamento"

Vera Lúcia Dênis Urbano é bióloga e uma entusiasta da dança. Desde pequena ela via os pais dançando e um dia decidiu fazer aulas. Depois de uma pequena parada, voltou a frequentar a escola no ano passado com o esposo Carlos Alberto Urbano e levou consigo o filho Othon, de 14 anos.
"Dançar é uma forma de relacionamento, de ter noção de equilíbrio e coordenação motora. Junto com meu marido faço sertanejo, zouk e samba. E com meu filho faço bolero e axé. Aliás, o Othon faz todas as aulas comigo. Ele curte, sempre gostou da música e para ele é ótimo por conta da Síndrome de Down, ele sabe conduzir e quando tem baile, convida as meninas para dançar."
Ela conta que ainda se preocupa com os passos mas já está se sentindo mais confiante e ficando mais "fluente", dançando com mais consciência corporal. "No salão dançamos em sentido anti-horário, isso mostra que o tempo não passa quando dançamos", filosofa.
Retornando às aulas depois de uma pausa, o casal Giovana Luppi Pezorini Ribeiro e Heitor Urbano também se encantou com o zouk. Aliás, durante a entrevista descobrimos que ele é filho do casal Carlos e Vera, mostrando que o mundo da dança realmente é muito amplo.
"Dançamos em festas e em barzinhos, além dos bailes da nossa escola, o Espaço Latino. Além de ser um exercício, a dança é um tempo de distração para nós e também uma forma de melhorar a comunicação do casal", atesta ela.


