Mesmo com a globalização, não é sempre que um baiano vai encontrar em Londrina aquele ingrediente especial para o acarajé. Nem um brasileiro vai encontrar feijão ou leite condensado ainda que esteja em uma cidade super desenvolvida do outro lado do mundo. Para que a receita fique perfeita e ninguém sinta saudades daquela paçoquinha que só existe por aqui, muita gente recorre aos Correios. Alimentos, temperos, petiscos, roupas e até medicamentos são postados diariamente. O que muitos não sabem é que não são todos os itens que podem ser transportados.

Edinei Aguiar Couto, supervisor da agência central dos Correios em Londrina, explica que há uma lista de proibições gerais e outras específicas de cada país. "Entre os itens proibidos estão artigos explosivos, inflamáveis, animais – vivos ou mortos, entorpecentes, armas, produtos tóxicos. Já as listas de cada país variam muito", explica.

Entre os itens com restrição estão os medicamentos. Couto diz que são necessários documentos específicos para esse transporte, como receita médica em português e inglês, entre outros. Produtos perecíveis, como bolos e outras guloseimas caseiras não podem ser transportados, assim como queijos e embutidos.

"As pessoas enviam muito chocolate, castanhas, doces típicos como paçoquinha e pé de moleque e feijão. Mesmo que sejam itens possíveis de serem encontrados no exterior, também são enviados como presente, a intenção é fazer uma surpresa. Esses itens podem ter restrição em algum país, seja por barreira sanitária ou comercial, por isso é importante consultar a lista antes."

Qualquer encomenda enviada para o exterior deve ser acompanhada por um formulário, onde estão descritos os produtos. Sem esse formulário devidamente preenchido com os códigos específicos, a postagem não pode ser feita. Como é necessário a verificação pelo funcionário dos Correios, a caixa só pode ser fechada na agência.

"Já dentro do Brasil não há restrições fora as da lista comum, por isso os pacotes podem ser fechados antes. A exceção é para encomendas transportadas para a região de fronteira. Entretanto, todo pacote passa por fiscalização e raio X", conta.

Já as encomendas internacionais passam também pela fiscalização alfandegária, o que pode aumentar o tempo para entrega da correspondência. "O tempo que a encomenda está aguardando a fiscalização não conta como tempo para entrega, o prazo fica suspenso. Os Correios só têm acesso às mercadorias depois da liberação."

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