Andréia Luchetti: "Me animo quando as pessoas param para viver uma experiência diferente na hora do café"
Andréia Luchetti: "Me animo quando as pessoas param para viver uma experiência diferente na hora do café" | Foto: Gustavo Carneiro



"Aqui só tem cafezão", brinca a barista, mestre de torra e degustadora de café Andréia Luchetti, referindo-se ao hábito das pessoas de chamar "cafezinho" aquele momento do dia em que paramos para recarregar as baterias e pensar melhor diante de uma xícara quente. Foi após entrar em contato com o universo das mais modernas cafeterias durante a década em que morou no Japão que Andréia decidiu dedicar a vida profissional à mais motivadora das bebidas. Ela fez vários cursos, trabalhou em cafeterias e, há dois anos, criou o Ânima Café Artesanal, uma empresa que tem a "cara" da dona.

Andréia faz sozinha todos os processos referentes à preparação da bebida, da torra e moagem às receitas especiais que levam café como ingrediente. Os grãos são comprados de um produtor premiado da região, que ela conheceu frequentando os escritórios de corretagem no prédio do Relojão. O café em pó Ânima pode ser comprado direto com Andréia, em algumas lojas ou em eventos da cidade, sejam feiras ou festas privadas como formaturas e casamentos. Nessas ocasiões, ela oferece um cardápio variado de bebidas e sobremesas à base de café.



Para quem quiser uma experiência gastronômica diferente, ela abre as portas da própria casa para a degustação de espressos e outras bebidas, além de receitas à base do queridinho de todos os brasileiros. "É só me avisar com antecedência que preparo um cardápio de acordo com as preferências do cliente", conta ela, que serviu à reportagem da FOLHA uma surpreendente tapioca de café com "veganese" (maionese vegana) do mesmo sabor e um delicioso sagu de café que lembra os melhores capuccinos.

Andréia conta que trabalha para oferecer ao público um café naturalmente doce, selecionado, com aroma intenso, sabor persistente e acidez equilibrada. A motivação para persistir no empreendimento, segundo ela, são as pessoas. "Me animo quando as pessoas param para viver uma experiência diferente na hora do café e ficam felizes com o que provaram. Fico sempre emocionada e lisonjeada", agradece. (C.A.)

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