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Apreciado em pratos doces e também nos salgados, o chocolate consumido hoje é algo bem diferente daquele em sua origem. Os primeiros registros apontam que já no ano de 1500 a.C o cacau era cultivado no México.

Feito a partir das amêndoas do cacau, uma planta nativa da região que vai do México até a América do Sul, o então xocoatl feito pelos Maias era uma bebida amarga, geralmente temperada com baunilha e pimenta e que combateria o cansaço e funcionaria como afrodisíaco.

Justamente por seus "poderes" o chocolate era usado em cerimônias e no dia a dia apenas os nobres podiam consumi-lo. Além da bebida, os grãos do cacau eram valiosos e usados como moeda, comprando de alimentos a escravos.

Depois da chegada dos espanhóis, o chocolate sofreu as primeiras modificações, com o acréscimo de cana e especiarias, já que era considerada muito amarga pelos europeus. Foram eles também que levaram o alimento para o Velho Continente. Novamente era algo restrito à aristocracia, devido ao seu alto valor. Da Espanha o cacau foi para a Itália e a França.

Com a popularização do chocolate, o cultivo do cacau também se espalha por diversas regiões. Surgem chocolatarias, que vendem o chocolate na forma mais próxima daquela que conhecemos atualmente. Em 1913 é criado o chocolate branco, feito com manteiga de cacau, baunilha, leite e açúcar.

No ano passado foi anunciada a criação de um novo tipo de chocolate, o Ruby, produzido com sementes vermelhas do cacau, o que confere uma tonalidade rosa ao doce pronto. Por enquanto a novidade ainda não está sendo comercializada no Brasil.

Enquanto isso, cientistas lutam para evitar a extinção dos cacaueiros, que poderia ocorrer dentro de quatro décadas segundo algumas estimativas. Mudanças climáticas e de solo e pragas ameaçam as plantas, além do aumento do consumo em todo o mundo.

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