O que levar de 2017
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de dezembro de 2017
Lais Taine<br>Reportagem Local 
A virada do ano significa uma passagem do tempo, a confraternização das oportunidades que o novo pode trazer. Porém, há quem tenha dado essa virada na vida, tornando a ideia de passagem algo muito mais profundo que apenas a mudança no ponteiro do relógio. A FOLHA perguntou: "o que te marcou em 2017?" e descobriu quem tenha transformado o próprio mundo em suas viradas fora de época.
Um brinde ao amor, emprego, prosperidade, à saúde, ao autoconhecimento, à família, à felicidade e aos caminhos que 2017 entregou aos quatro personagens entrevistados pela FOLHA. Independentemente do destino que a vida lhe apontou, é hora de conhecer essas histórias para enxergar a vida com otimismo, criar oportunidades para si e motivar-se a dar o primeiro passo. Se 2017 não foi tão bacana, agradeça pela experiência que te fará mais apto para lidar com os próximos desafios. Que venha 2018! Que venham mais histórias bacanas para contar.

Fez Intercâmbio e morou durante 1 ano em Gold Coast, na Austrália
"2017 foi o ano mais marcante para mim, porque eu tive a oportunidade de viajar para um país diferente do Brasil, conhecer pessoas do mundo inteiro, trocar experiências com essas pessoas e fazer a comparação com o Brasil: o que tem de bom e o que não tem, o que dá para melhorar, e descobrir como é viver em uma cultura diferente da nossa. Eu tirei uma licença do meu emprego, sou comissária de voo e sempre tive vontade de morar fora. Eu fui, à princípio, para melhorar o meu idioma para o meu trabalho, mas não era só isso, era para realmente vivenciar, sair da minha zona de conforto, trabalhar com coisas diferentes - trabalhei em hotel como camareira. Eu fui para me arriscar, me conhecer. Quando voltei, vim com uma bagagem imensa, o valor que dou para meu trabalho aqui é triplicado e até com ideia de segurança, de que se você se esforça, dá certo. Foi tudo isso, ver como isso me transformou, como voltei diferente."

Descobriu uma doença e passou por cirurgia de emergência. A recuperação mudou sua forma de olhar para a vida
"Em 2017, em outubro, eu estava me preparando para viajar, mas passei mal, fui para a Santa Casa de Cambé e descobrimos um tumor na minha cabeça. Passei por uma cirurgia de emergência para retirá-lo. Eu poderia ter ficado paralítica, cega e sem falar, poderia ter perdido todos os movimentos, mas levo uma vida normal. Isso mudou minha cabeça. Para mim, o que vale é o hoje. Faço planos curtos, quero viver bem com as pessoas e comemorar cada dia. No final de tudo isso eu fiquei feliz, porque morri e Deus me devolveu à vida, saudável, sem nenhuma sequela. Tenho muito para comemorar por 2017. Os médicos ficaram bobos pela minha recuperação. Para mim foi um milagre, uma graça e eu quero viver a cada dia. Viver bem. Não fico pensando bobeira, não fico reclamando do que passou. A gente reclama de cada coisa boba, eu não me preocupo mais com isso."

Realizou o sonho de construir uma família. Em 2017, casou-se e teve uma filha
"O que me marcou em 2017 foi meu casamento e o nascimento da minha filha, que para mim foi muito importante, porque sempre sonhei em ter uma família e isso se realizou. Ser mãe é algo maravilhoso, é uma descoberta a cada dia, assim como ser esposa. Isso me transformou como pessoa, me fez uma pessoa melhor do que era, ajudou na minha vida profissional, porque lido com pessoas doentes. Antes não tinha tantas responsabilidades como tenho hoje, minha vida era diferente, não tinha hora, não tinha rotina estabelecida. Não tinha outra pessoa para me preocupar, acho que foi isso que mais mudou."


